Economia

Turismo vai crescer acima de 20 por cento em 2016

  • 17 de Janeiro de 2017
  • 397 Visualizações, Última Leitura a 23 Março 2019 às 01:00
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As unidades hoteleiras dos Açores registaram 78.761 dormidas no passado mês de novembro, com um crescimento de 25% face ao mês de novembro de 2015.

Mas segundo os mais recentes dados do Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA) e do Instituto Nacional de Estatística (INE), os Açores estão neste momento próximos de fechar o ano de 2016 com um crescimento face a 2015 superior a 20%, uma vez que no acumulado de janeiro a novembro, o ano de 2016 já leva um crescimento de 21,9% face a 2015.

Isto quando em 2015, o primeiro ano das ‘low cost’ nos Açores, o crescimento face a 2014 - altura em que as ligações aéreas ao continente ainda não estavam liberalizadas - foi de ‘apenas’ 19,6%. Quer isto dizer que o turismo nos Açores está a crescer mais na comparação entre dois anos já sob o efeito das ‘low cost’ do que na comparação do primeiro ano da liberalização com o último ano do exclusivo do serviço público.

Garantido está, desde setembro, que o recorde de dormidas de 2015 vai ser largamente superado em 2016. Isto porque, se no total de 2015 se registaram mais de 1 milhão e 272 mil dormidas, no ano de 2016 e faltando ainda o mês de dezembro, o número de dormidas já vai em mais de 1 milhão e 487 mil, ou seja, um aumento de cerca de 215 mil dormidas. E os números de dezembro não devem desiludir, bem antes pelo contrário, se atendermos a que dezembro de 2016 marcou a chegadas das ‘low cost’ também à Terceira, depois da entrada em São Miguel em 2015. Contudo, se os Açores continuaram a ser em 2016 a região turística do país que mais cresceu em número de dormidas, a verdade é que ainda vão ‘fechar’ 2016 na cauda das dormidas entre as sete regiões portuguesas, ‘taco a taco’ com o Alentejo. Quer isso dizer que a margem de crescimento dos Açores enquanto região turística é ainda enorme, apesar dos fortes crescimentos de 2015 e 2016.

A título de comparação, refira-se que a Madeira acumulou entre janeiro e novembro de 2016 6,8 milhões de dormidas, ou seja,  quase cinco vezes mais que as dormidas dos Açores.

E também noutros indicadores importantes para um destino turístico, como é o caso da taxa líquida de ocupação-cama ou da estada média, os Açores estão a melhorar muito, mas ainda podem crescer bastante mais. Por exemplo, em novembro de 2016, a ocupação-cama da hotelaria açoriana foi de 28,2%, quando no mês mês a da Madeira foi de 61%. Por outro lado, a estada média na hotelaria açoriana foi de quase três noites (2,99), a terceira melhor das sete regiões do país em novembro de 2016, mas também aqui muito longe da hotelaria da Madeira, cuja estada média foi  nesse mesmo mês de 5,68 noites.

Nos proveitos totais da hotelaria, os Açores registaram em novembro um valor de 3,1 milhões de euros, com um impressionante crescimento de 26% face a novembro de 2015. Contudo, esse crescimento não impediu que os proveitos da hotelaria dos Açores  fossem em novembro os mais baixos da sete regiões do país e muito longe da Madeira, cuja hotelaria registou nesse mês proveitos de 23,9 milhões de euros.

Por fim e ao nível do Rendimento Médio por Quarto Disponível (RevPAR), os Açores registaram em novembro um valor de 16,3 euros (mais 10,1% face a novembro de 2015), sendo a quarta melhor em sete regiões nesse indicador de rentabilidade da hotelaria. Contudo, os Açores ficaram longe da Madeira, que registou um RevPAR de 37,2 euros, mais do dobro dos Açores.


Sazonalidade está a diminuir sobretudo graças aos estrangeiros

Um dos indicadores positivos que as estatísticas do turismo estão a revelar é o da redução da sazonalidade nos Açores, com fortes crescimentos de dormidas nos meses da época baixa, de novembro a março.

Contudo, esse crescimento, segundo os dados do SREA e do INE, está a fazer-se em grande medida devido aos estrangeiros. Refira-se que em novembro de 2016, enquanto as 36,5 mil dormidas de turistas nacionais representaram um crescimento nulo face a novembro de 2015, já as 42,1 mil dormidas de estrangeiros nesse mês significaram uma subida de 59,6% face ao mês homólogo.

E se analisarmos o comportamento do ano de 2016 até novembro, verificamos que foi na chamada época baixa, que o crescimento das dormidas de estrangeiros disparou face às dos turistas nacionais, quando esse crescimento foi igual na época alta.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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