Economia

Turismo precisa de formação, regulamentação e sustentabilidade

  • 16 de Janeiro de 2017
  • 393 Visualizações, Última Leitura a 23 Julho 2019 às 22:05
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Estes foram os três principais eixos destacados quer pela Associação Nacional de Hotelaria como de Profissionais do Turismo para o sucesso deste setor.

As associações ligadas ao setor do turismo apontam a formação, a regulamentação e a sustentabilidade como os três principais eixos de ação a trabalhar para o sucesso do turismo na Região.

Para a Associação de Profissionais de Turismo dos Açores (APTA), que reúne profissionais de turismo de diversas áreas que vão desde a hotelaria aos transportes, a formação tem de abranger os intervenientes nas várias áreas ligadas ao setor sendo que para tal diversas entidades terão de estar envolvidas.

Esta formação deverá ter técnica, mas também mais necessita de contemplar um espetro mais abrangente de “saber receber” com conhecimento de línguas estrangeira.

Também o representante da Associação da Hotelaria de Portugal nos Açores (AHP), Fernando Neves, destacou a importância da formação, referindo que esta deve ser dirigida a duas áreas fundamentais: por um lado, a qualificação de ativos, as pessoas que já exercem a profissão e que terão de receber nova formação; e por outro, a qualificação de novos profissionais de forma a trazer novas pessoas ao setor do turismo.

“A grande força dinamizadora do crescimento do turismo é a formação, quer no ensino básico, quer na escolha de uma profissão futura, quer para quem já está na profissão”, argumentou, frisando que “é fundamental que haja uma consciencialização generalizada da população para a importância do turismo no desenvolvimento económico e dado que este poderá melhorar significativamente a qualidade de vida de todos os açorianos”.

Outro eixo de de ação defendido foi a regulamentação das atividades. Neste âmbito, a APTA, deu o exemplo do ‘whale watching’, atividade regulamentada na Região, que tem sido um sucesso também pela qualidade que estas regras trazem à operação, que obrigam por exemplo a existência de um profissional com formação em biologia para explicar o que o visitante está a observar ou como deve interagir.

Ainda que lembrando que muitos das atividades que não são reguladas funcionam de forma adequada, referem que esta “não pretende criar restrições”, mas antes “criar qualidade na oferta”.

Conseguindo-se cimentar estes dois eixos, os profissionais do turismo consideram que o setor continuará a fortificar-se o que terá um impacto cada vez mais significativo na economia da Região, o que garantirá a sustentabilidade financeira dos diversos negócios relacionados com o setor, mas também da economia regional.

Já em termos ambientais, referem que a introdução de regras ou taxas em alguns pontos turísticos, à semelhança do que já foi feito no ilhéu de Vila Franca do Campo ou na Caldeira Velha na Ribeira Grande, poderá ser uma solução para a proteção do local, ainda que frisem a importância de serem criados equipamentos que melhorem a experiência para o visitante, como centros de interpretação, sanitários ou espaços de estacionamento.

Neste ponto, os hoteleiros acrescentaram ainda a necessidade de qualificação do destino, através da melhoraria dos serviços na generalidade, assim como das infraestruturas, nomeadamente as que estão dependentes das entidades públicas, como miradouros ou espaços públicos.

Já a sustentabilidade ambiental do destino é destacada por Fernando Neves como o aspeto diferenciador da oferta, frisando que é fundamental que se preservem as características naturais e geológicas únicas das diferentes ilhas do arquipélago.

A estes eixos de ação, o representante dos hoteleiros acrescentou ainda a “eficácia das decisões e da tomada de decisões”.

Lembrando que no passado houve algumas medidas que foram todas que tiveram repercussões negativas no setor do turismo, Fernando Neves reforça que é o este momento para se agir com maior assertividade e tomar as decisões corretas para “que se consiga a sustentabilidade do turismo e alguma continuidade com qualidade”.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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