Economia

Hotelaria prevê dificuldades com subida do salário mínimo

  • 3 de Janeiro de 2017
  • 587 Visualizações, Última Leitura a 22 Julho 2019 às 01:39
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A hotelaria na Região prevê “constrangimentos” com a subida do salário mínimo este ano.

Apesar do período positivo que vive, muito fruto do aumento do turismo no arquipélago,  a sazonalidade ainda assola o setor, que também recupera da crise que se iniciou em 2007.

Por essa razão, a hotelaria é  “infelizmente, um setor onde se recorre muito ao ordenado mínimo”, sinalizou o representante nos Açores da Associação de Hotelaria de Portugal (AHP).

Sendo, a par da restauração, uma área económica que se caracteriza “por uma mão-de-obra intensiva”, sinalizou Fernando Neves, e tendo o valor do vencimento mínimo aumentado 28,35 euros, são aguardadas dificuldades, sobretudo, ao nível do plano financeiro: “tudo o que seja relacionado com a mão- de- obra tem um impacto bastante grande”, reforçou.

Não obstante os sinais de retoma do setor - “os preços médios já se aproximam dos praticados noutras regiões  e a taxa de ocupação tem vindo a aumentar”, deu conta o empresário -, a subida do ordenado  vai trazer “constrangimentos ao setor, até porque a medida ‘empurra’ outros salários que por estarem próximos ao ordenado mínimo vão também crescer. É uma altura de algumas dificuldades, mas espero que as novas condições de mercado permitam evitar grandes mazelas”, afirmou o empresário.

Entretanto, questionado por este jornal sobre se as “mazelas” poderiam significar despedimentos ou um encurtar dos recursos humanos nos hotéis dos Açores, Fernando Neves, respondeu apenas “que não é esse o desejo, nem é esse o sentir do setor”.

Tão mais importante do que a subida do ordenado mínimo, considera o representante açoriano da AHP é haver uma adaptabilidade às características de sazonalidade do setor. “Esta é uma área onde de junho a setembro temos taxas de ocupação muito elevadas,  - onde são necessários mais serviços e mais funcionários, por mais horas - e depois temos alturas mais baixas, onde poderia haver uma compensação do esforço adicional aplicado na época alta”.

A Lei Geral já permite esse regime de compensação com o chamado Banco de Horas, mas o empresário entende que é preciso “pô-la em prática”, não fosse “fundamental para o crescimento e reforço do setor”.

Assim, prosseguiu o empresário, “até podem ser criadas condições para que as remunerações possam subir”, acrescentando    que “só com pessoas motivadas é possível nós valorizarmos a oferta turística nos Açores”.


Salário mínimo aumenta 28,35€ no arquipélago

Os açorianos que recebem pelo valor mais baixo da tabela, neste final do mês, vão ver o seu vencimento aumentado 28,35 euros, em relação ao ano de 2016. O mesmo é dizer que o salário mínimo na Região sobe para 584. 85 euros.

O aumento do ordenado mínimo nos Açores é resultante do acordo efetuado com o grupo de concertação social, que junta o Governo da República e representantes das empresas. Se no continente o salário mínimo é de 557 euros, no arquipélago é 17 euros mais elevado, uma vez que a Região beneficia de um diferencial de 5%.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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