Economia

Risco da dívida portuguesa atinge máximo recorde

  • 28 de Janeiro de 2010
  • 229 Visualizações, Última Leitura a 23 Novembro 2017 às 07:28
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O preço dos 'credit default swaps' (CDS) sobre Obrigações do Tesouro a 5 anos estão no valor mais elevado de sempre, um sinal de que a percepção de risco dos investidores face a Portugal continua a aumentar.

Os CDS funcionam como um seguro contra o eventual incumprimento de um Estado ou de uma empresa. Claro que o preço desse seguro varia consoante o risco da entidade que emitiu dívida não cumprir os compromissos acordados.

No caso da República Portuguesa, este indicador de risco subiu hoje para o máximo histórico intradiário de 153,4 pontos, segundo dados da CMA Datavision. Isso significa que o investidor tem de pagar 153,4 mil euros anuais por cada 10 milhões de euros aplicados em dívida nacional, para ter esse seguro.

O valor recorde surge no rescaldo da apresentação da proposta de Orçamento Geral do Estado para 2010, que motivou algumas reticências da parte das principais casas de 'rating'. Durante a manhã de hoje, a Moody's e a Fitch deixaram novos alertas sobre os desafios que Portugal enfrenta no que respeita as contas públicas.

Nenhuma das duas agências se deixou convencer com as medidas do Governo previstas no Orçamento para este ano.

Diz a Moody's que Portugal ainda precisa de apresentar medidas credíveis de redução do défice no longo prazo para evitar descidas do 'rating', enquanto a Standard & Poor's afirma que vai esperar que Portugal apresente o seu plano de estabilidade e crescimento (PEC) para decidir sobre eventuais alterações à avaliação da dívida portuguesa.

É neste contexto que também o prémio que os investidores exigem para comprarem obrigações portuguesas a 10 anos em vez de dívida alemã, que é a referência nos mercados de dívida internacionais, está em máximos de Maio do ano passado, nos 115 pontos base.

Esta evolução dos indicadores de dívida portugueses surgem também depois de Nouriel Roubini, o economista que previu a actual crise financeira, ter afirmado no Fórum Económico Mundial de Davos que não é só a Grécia que representa um risco para a zona euro, mas também países como Portugal.

"O problema não é só a Grécia, é também a Espanha, Portugal e a Itália", disse Roubini sobre a situação económica da Europa e concretizou: "todos esses países apresentam não só um endividamento público crescente, como também um problema de competitividade".

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