Economia

Turismo cresce rápido mas rendimento ainda é baixo

  • 16 de Dezembro de 2016
  • 365 Visualizações, Última Leitura a 15 Outubro 2019 às 01:22
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As dormidas de turistas na hotelaria tradicional dos Açores cresceram 21,7 por cento entre janeiro e outubro deste ano, face ao mesmo período de 2015, bastante mais do que o crescimento homólogo das dormidas no país, que  foi de apenas 9,1 por cento.

Segundo os mais recentes dados do Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA) e do Instituto Nacional de Estatística (INE), também nos proveitos totais da hotelaria tradicional, os Açores cresceram entre janeiro e outubro 31,4 por cento, acumulando em 10 meses 65 milhões de euros de proveitos, enquanto o país cresceu no mesmo período face ao ano anterior apenas 16,7 por cento.

Contudo, esse crescimento ainda não se traduz, face à média nacional, num indicador importante para a mais-valia de um destino que é o do Rendimento Médio por Quarto Disponível (RevPAR), ou seja, o valor que o hoteleiro realmente ganha por cada quarto que disponibiliza aos turistas.

E aqui o continente ainda está num patamar acima dos Açores, porque enquanto o RevPAR no acumulado entre janeiro e outubro na hotelaria tradicional dos Açores foi de 35,9 euros (ainda assim com uma subida de 22,5% face ao mesmo período de 2015), no país o RevPAR no acumulado entre janeiro e outubro deste ano foi de 45,7 euros , ou seja, quase 10 euros acima dos Açores.

Os números mostram que os Açores são a região do país que mais cresce, quer em dormidas, quer em proveitos na hotelaria tradicional, mas o ponto de partida bastante mais baixo em relação ao resto do país faz com que haja ainda indicadores onde a Região pode retirar mais partido da qualidade internacionalmente reconhecida do seu destino.

Em outubro, os números voltaram a ser impressionantes: mais 29 por cento de dormidas face a outubro de 2015 e mais 40,2 por cento nos proveitos totais na comparação entre outubro deste ano e do ano passado.

No entanto, notam-se ainda assimetrias nos Açores, sobretudo no RevPAR, embora seja de registar que todas as ilhas tiveram subidas de dormidas acima de 10 por cento no acumulado de janeiro a outubro, com a exceção de São Jorge, que perdeu umas residuais 180 dormidas face a 2015 entre janeiro e outubro.

A Terceira, com um crescimento de 67,5 por cento nas dormidas entre janeiro e outubro deste ano face ao mesmo período de 2015 destaca-se claramente, graças às operações com os EUA e Espanha e os números deverão subir ainda mais a partir de dezembro, com o efeito da entrada das ‘low cost’ também na rota da Terceira.

São Miguel cresceu entre janeiro e outubro ‘apenas’ 15,8 por cento, mas esse crescimento traduziu-se em mais 130 mil dormidas face ao mesmo período de 2015, um valor superior às dormidas totais de cada uma das restantes ilhas, com a exceção da Terceira.

Em outubro, o RevPAR na hotelaria de São Miguel foi de 37 euros, um valor que não está muito longe da média nacional (43,5 euros), mas o que faz com que os Açores ainda tenham dificuldade em rentabilizar os quartos que disponibilizam aos turistas são as grandes discrepâncias entre as nove ilhas, sendo que apenas quatro registaram em outubro um RevPAR acima de 20 euros e três delas (Santa Maria, Flores e Graciosa) registaram apenas um RevPAR na casa dos 11 euros.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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