Economia

Ciência pode vencer o impasse político sobre Base das Lajes

  • 1 de Novembro de 2016
  • 317 Visualizações, Última Leitura a 24 Maio 2019 às 17:36
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Impactos da decisão norte-americana de reduzir presença militar na Terceira continuam por ultrapassar ao fim de quase dois anos.

O futuro da Base das Lajes e da economia da Terceira vai continuar suspenso mais alguns meses, devido às eleições nos EUA, mas o que a política até aqui não conseguiu garantir poderá ser concretizado através da ciência.

O projeto de criar o Centro de Investigação Internacional dos Açores (AIR Center, em inglês) foi lançado neste ano pelo ministro da Ciência e sem ter relação com o processo político da redução drástica da presença militar dos EUA nas Lajes, cujo impacto – económico, ambiental – negativo para a ilha Terceira tem justificado, desde o início de 2015, reuniões entre chefes da diplomacia e ministros da Defesa dos dois países .

“O AIR Center está longe de ser aceite como uma alternativa à solução para a saída dos EUA das Lajes”, frisou ao DN o secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia, Fausto Brito e Abreu. “São processos paralelos, mas pode estar aí a resposta”, adiantou o governante açoriano, escusando-se a falar sobre um dossiê que está nas mãos dos ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa.

Certo é que o futuro da enorme Base das Lajes, onde a Força Aérea portuguesa tem cerca de 350 pessoas (militares e civis), dificilmente passará pelo reforço da presença militar dos EUA. Por um lado, a estratégia norte-americana privilegia a projeção de forças para leste através do reabastecimento em voo das suas aeronaves; por outro, o Pentágono decidiu e está a construir um centro de informações no Reino Unido – tendo afastado a hipótese açoriana com argumentos financeiros e técnicos que o congressista lusodescendente David Nunes, então citado pela Lusa, qualificou como “completamente fabricados”.

Há um mês, num jantar de campanha para as eleições legislativas regionais realizado na Terceira, o primeiro-ministro declarou que Lisboa procura minorar os efeitos da saída dos EUA: “Não se conforma [com essa decisão] nem a nossa diplomacia, que se bate em Washington para que os americanos mantenham aqui presença, não se conforma o [líder regional] Vasco Cordeiro, que não se cansa de mobilizar no Congresso [dos EUA] os deputados e congressistas, em particular os lusodescendentes açorianos, para apoiar esta causa, mas não se conforma também o governo da República”, disse AntónioCosta.

Este dossiê acabou por ser um dos temas da campanha eleitoral, que acabou no passado domingo com uma nova maioria absoluta do PS – e a transformação da ilha mais próxima dos EUA, a das Flores, num território comunista.
Portugal é um dos países da NATO que deixariam de contar com a proteção dos EUA caso o republicano Donald Trump vença as eleições presidenciais, por ser um dos países que não atingem os previstos 2% do PIB nas contribuições financeiras para a Aliança. 


Fonte: Açoriano Oriental

 

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