Economia

Portugal quer que EUA entendam Lajes como "recurso estratégico"

  • 25 de Outubro de 2016
  • 401 Visualizações, Última Leitura a 17 Fevereiro 2019 às 03:26
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Ministro dos Negócios Estrangeiros considera que base das Lajes é um recurso estratégico, esperando que resultado do processo seja vantajoso.

O ministro dos Negócios Estrangeiros destacou ontem que o interesse de Portugal é que os Estados Unidos “compreendam plenamente” que a base das Lajes, “é recurso estratégico fundamental”, afirmando esperar uma “resolução satisfatória” do processo.

“O nosso interesse é que os Estados Unidos compreendam plenamente que a base das Lajes é recurso estratégico fundamental, quer para os Estados Unidos, quer no âmbito da nossa relação bilateral, quer no âmbito mais geral da importância do Atlântico Norte para a paz no mundo”, disse  Augusto Santos Silva, à entrada de um almoço-conferência da Associação de Amizade Portugal/EUA, em Lisboa.

O ministro referiu que as relações entre Portugal e os Estados Unidos “são longas e excelentes”.

Lisboa e Washington têm “vários dossiês em cima da mesa”, nomeadamente o reforço da cooperação em áreas como a energia, ciência e tecnologia, o incremento das relações económicas e a “resolução satisfatória do dossiê da base das Lajes”, ou seja, que “as partes cheguem a um resultado que seja vantajoso para ambas as partes”.

Santos Silva destacou que as relações políticas entre os dois países “são excelentes”, exemplificando com o apoio dos Estados Unidos à eleição de António Guterres como secretário-geral das Nações Unidas.

“Os Estados unidos sabem que Portugal é um aliado histórico, fiável, cooperativo. Portugal também não tem nenhuma dúvida sobre a importância do laço transatlântico para a nossa política externa e para a nossa defesa”, sustentou.

Os Estados Unidos anunciaram no início de 2015 a redução de efetivos na base das Lajes.

Questionado sobre a passagem de uma força naval russa ao largo de Portugal, a caminho da Síria, Santos Silva afirmou que essa deslocação decorre “em cumprimento das disposições legais” e que Portugal “acompanha essa travessia por território sob jurisdição nacional com os meios de defesa” nacionais.


Fonte: Lusa

 

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