Economia

Empresários alertam para situação preocupante das empresas, exigem medidas rápidas

  • 22 de Janeiro de 2010
  • 216 Visualizações, Última Leitura a 18 Outubro 2017 às 02:53
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A Câmara do Comércio e Indústria dos Açores (CCIA) alertou hoje para a situação "preocupante" das empresas, particularmente na construção civil e turismo, prevendo para 2010 um agravamento dos problemas, que exigem medidas rápidas.

"A situação nos Açores é particularmente preocupante pelos efeitos, directos e indirectos, que tem nos sectores da construção civil e do turismo", afirmou Mário Fortuna, presidente da CCIA, numa conferência de imprensa em Ponta Delgada.

O encontro com os jornalistas realizou-se na sequência de uma reunião da CCIA para avaliar a actual situação económica no arquipélago, as perspectivas para 2010 e o seu impacto na vida das empresas.

Mário Fortuna frisou que "a saída da difícil situação de uma economia deprimida, vai ser lenta", salientando que sectores fundamentais para a economia dos Açores, como a construção civil e o turismo, "provocaram efeitos em cadeia que se estão a reflectir, em particular, nas pequenas e micro empresas do comércio e serviços".

No caso do turismo, Mário Fortuna referiu que "foram concluídos muitos hotéis há pouco tempo", que poderiam estar agora numa fase de consolidação, mas que "a conjuntura não o permite", enquanto no sector da construção civil alertou que "a quebra de actividade já se reflectiu na diminuição de mais de 3000 postos de trabalho".

Perante este "cenário difícil", o presidente da CCIA defendeu que o governo açoriano deve "encontrar novas medidas" e implementá-las "rapidamente para minorar, no mais curto espaço de tempo possível, os efeitos negativos da situação".

A CCIA reafirmou a necessidade de ser revisto o sistema de incentivos, para o tornar "mais eficaz na promoção de investimentos", defendendo ainda a orientação da execução do Plano e Orçamento "para actividades que mais valor acrescentado deixam nos Açores", frisando ainda a importância de se "rever o modelo de transportes aéreos".

"Como medida nova para alterar o contexto difícil em que se encontram as empresas que realizaram investimentos recentemente, a CCIA já propôs que fosse considerada uma moratória de dois anos aos reembolsos dos créditos, ao abrigo dos sistemas de incentivos", afirmou Mário Fortuna.

Para o presidente da CCIA, esta medida "implicaria uma retenção significativa de liquidez na região, contribuindo para o normal funcionamento das empresas e manutenção de postos de trabalho".

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