Economia

Acordo comercial entre UE e EUA será bom para os Açores

  • 3 de Setembro de 2016
  • 520 Visualizações, Última Leitura a 20 Agosto 2019 às 10:18
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O Produto Interno Bruto (PIB) pode crescer 0,77% nos Açores, em 2030, no âmbito do acordo de comércio entre a União Europeia (UE) e os Estados Unidos da América (EUA), revela um estudo a que a Lusa teve acesso.

O estudo, da responsabilidade do Centro de Estudos de Economia Aplicada do Atlântico da Faculdade de Economia e Gestão, da Universidade dos Açores, refere que “todos os cenários, em todos os períodos, apontam para impactos positivos ao nível do PIB da Região, que aumentam com o tempo”.

No estudo, financiado pelo Governo dos Açores e pela Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), que será apresentado na terça-feira, na ilha de São Miguel, refere-se que com o Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP) o crescimento do PIB, “comparativamente ao cenário base, será superior entre 0,4% num cenário modesto e 0,77% num cenário ambicioso”.

O consumo privado “será mais elevado”, entre 3,70% e 5,92%, ainda de acordo com o centro de estudos, que acrescenta que o saldo do comércio externo “terá uma melhoria em função da intensificação do comércio quer ao nível das importações, quer das exportações”.

No documento aponta -se que o emprego aumentará entre cerca de 1,05% e 1,67%, o que se “traduz em mais criação de postos de trabalho”, podendo cair a taxa de desemprego 1,56%.

Numa outra avaliação, o estudo aponta que o rendimento familiar vai sofrer um impacto equivalente de 75 a 119 milhões de euros por ano, em 2030.

Numa análise aos impactos do TTIP em cada um dos 45 setores económicos estudados, conclui-se que os principais potenciais beneficiados são a indústria do leite e todas as atividades associadas ao turismo.

“Dos principais setores de atividade, o que regista perdas, mesmo que modestas, é o que inclui a cadeia de valor das pescas. Os resultados para a agricultura são ambíguos, com impactos positivos em alguns cenários e negativos noutros”, refere-se no documento.

O estudo aponta que os principais beneficiários das exportações são a indústria do leite, mas também os hotéis, restaurantes e as atividades associadas ao transporte aéreo.

As exportações, contudo, irão ter um ”impacto diferenciado, dependendo do setor”, indo “muitos evidenciar mais exportações”, mas outros, como as pescas e indústria transformadora de pescado e a agricultura, “deverão registar quedas, afetando a procura”.

O estudo adianta que as importações “tenderão a aumentar em todos os setores, com todos os parceiros comerciais”.

Recorde-se que para avaliar o impacto potencial do acordo TTIP para Portugal, em 2014 o Governo da República e a FLAD contrataram um estudo ao Centro de Investigação de Políticas Económicas (Londres), sob a orientação de Joseph François e Miriam Manchin.


Fonte: Lusa

 

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