Economia

União Europeia deixa hoje de fabricar lâmpadas de halogéneo

  • 1 de Setembro de 2016
  • 589 Visualizações, Última Leitura a 18 Novembro 2018 às 06:06
    • *
    • *
    • *
    • *
    • *

Deixam hoje de ser fabricadas, nos países da União Europeia, as lâmpadas de halogéneo. A iluminação vai, por isso, mudar. O futuro passa pela tecnologia LED (Diodo Emissor de Luz).

De acordo com os regulamentos europeus sobre eficiência energética, dia um de setembro é a data definida para descontinuar as lâmpadas direcionais (de foco) com classe energética inferior a B, o que afeta todas as lâmpadas de halogéneo.

A partir de agora, os retalhistas só poderão vender o material já em stock, mas as lâmpadas de halogéneo deverão acabar por desaparecer para dar lugar a alternativas consideradas mais eficientes e, no longo prazo, mais baratas.

O objetivo desta diretiva comunitária é, portanto, promover uma iluminação mais amiga do ambiente e mais amiga da carteira do consumidor.

Neste momento, é a tecnologia LED que garante essas duas características.

Segundo contas apresentadas pelo Grupo de Energia e Alterações Climáticas da Quercus, associação ambiental, uma lâmpada de halogéneo de foco com 50W de potência custa cerca de 2,30€, enquanto uma lâmpada LED custa 8€, com a mesma intensidade luminosa. Contudo, as lâmpadas de halogéneo têm um tempo de vida mais limitado: uma lâmpada LED equivalerá a oito de halogéneo.

Fazendo, também, as contas ao que se gasta ao longo da utilização, uma lâmpada de halogéneo de classe D gastará, segundo a Quercus, oito vezes mais eletricidade em comparação com a LED, o que significa que a aparente poupança na compra vai perder-se em seis meses de utilização. Tudo somado, 19€ é quanto custa adquirir e utilizar uma lâmpada LED durante 10 anos, um valor que no caso das de halogéneo sobe para os 112€.

"Assumindo que temos 15 lâmpadas direcionais em casa, estaremos a pagar mais 149€ por ano para iluminar a nossa habitação se usarmos uma lâmpada de halogéneo em detrimento de uma LED. Juntando a isso o preço cada vez mais acessível das LED, a vantagem em optar pelas mesmas acentua-se ainda mais", escreve a associação ambiental, em comunicado remetido às redações.

LÂMPADAS DE HALOGÉNEO NÃO DIRECIONAIS MANTÊM-SE NO MERCADO

Foi conseguida, entretanto, uma moratória à descontinuação das lâmpadas de halogéneo não direcionais. A indústria alega que não há, ainda, tecnologia mais eficiente e adequada para a sua substituição.

Os focos de halogéneo de baixa voltagem (abaixo dos 50 volts) também não serão, para já, descontinuados, bem como dispositivos com aplicações especiais, como as luzes interiores dos frigoríficos, que pelo seu muito reduzido consumo não justificam ser substituídos.

CONSUMOS ALTOS

Segundo dados do Grupo de Energia e Alterações Climáticas da Quercus, a Europa consome 382 quilowatt/hora em iluminação, um valor que corresponde ao consumo de eletricidade do setor residencial de cinco países juntos: França, Reino Unido, Holanda, Portugal e Itália.

Os operadores das redes energéticas reconhecem, por isso, a importância de apostar em eletrodomésticos e iluminação cada vez mais eficientes para reduzir o consumo, o que deverá traduzir-se numa menor necessidade de novas centrais elétricas, numa maior fiabilidade da rede e segurança energética.

FONTE: Diário Insular

Comentários

Deixar Comentário

Quantos são Oito mais Um? O que é isto?

Pesquisar

Conhecer Todos
Conhecer Todos