Economia

Farmácias e utentes preparados para receitas médicas eletrónicas

  • 16 de Julho de 2016
  • 395 Visualizações, Última Leitura a 26 Maio 2019 às 07:01
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Receitas médicas em papel vão ser desmaterializadas gradualmente. Farmácias já se estão a preparar para a mudança.

Foi publicado ontem o despacho da Secretaria Regional da Saúde que regulamenta a desmaterialização das receitas médicas, que entra em vigor a partir de 1 de agosto.

Segundo fonte da Secretaria Regional da Saúde, para já a ideia é ir desmaterializando gradualmente as receitas médicas em papel, tornando-as virtuais, sendo que haverão sempre exceções.

Uma delas é uma eventual falência informática, nestes casos o utente poderá sempre ter acesso à receita tradicional, para que possa ter acesso aos medicamentos, a outra é que o utente poderá  imprimir a receita se assim o desejar.

Para José Aires Raposo, delegado da Associação de Farmácias Portuguesas (AFA) nos Açores “em termos globais isto [desmaterialização das receitas médicas] acaba por beneficiar todos, simplificar o processo de obtenção dos medicamentos, simplificar o processo de faturação, diminuir o erro e beneficiar naturalmente toda a cadeia”.

O delegado da AFA adiantou que as receitas médicas eletrónicas vão “ter um grande benefício, pois deixa de haver papel, há um controle muito maior e um balizamento relativamente a processos de fraude”. Em termos de faturação, Aires Raposo também considera a medida benéfica para as farmácias, pois “o processo é logo totalmente concluído”.

No que toca ao software das farmácias nada vai ser alterado, garante o farmacêutico, uma vez que este é um processo que já existe há algum tempo em Portugal continental, e os softwares de gestão  são implementados de maneira transversal em todo o território nacional.

Apenas é necessário fazer o “acréscimo do leitor de Cartão de Cidadão”, para que a farmácia possa ter acesso à prescrição eletrónica, um aparelho que “se instala em cinco minutos”.

Até ao fim de julho, já todas as farmácias da Região deverão ter este aparelho instalado, sendo que, durante agosto, “se irá começar o teste piloto na ilha Terceira, e em setembro todas as farmácias dos Açores começarão a trabalhar com receitas eletrónicas”, esclareceu o delegado da AFA.

Quanto aos utentes, “apenas vão carregar menos um papel na algibeira, não perdem nada neste processo”.

José Aires Raposo esclareceu por fim que “os clínicos têm que ter especial atenção no preenchimento das prescrições”, pois se forem mal preenchidas ficam “bloqueadas nas farmácias”. Isto faz com que seja implementada uma “metodologia em termos técnicos e operativos a todos os profissionais que têm que ser naturalmente cumpridos”.

Este processo já está em curso em Portugal continental onde se esperava reduzir em 80% as receitas em papel até ao final de junho.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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