Economia

NASA está "muito interessada" na criação de centro nos Açores

  • 13 de Julho de 2016
  • 986 Visualizações, Última Leitura a 18 Outubro 2019 às 07:08
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Garantia foi dada ao Expresso por um dos responsáveis científicos da NASA que tem participado nas reuniões preparatórias.

O líder do departamento de estudo do clima da NASA e investigador no Programa de Oceanografia Física da agência espacial, Eric Lindstrom, afirmou ao Expresso que “a NASA está muito interessada na criação de um centro de investigação internacional nos Açores”, que poderá incluir uma base espacial no aeroporto das Lajes e um grande laboratório para recriar as condições naturais do ambiente do mar profundo.

Reconhecendo que se trata de um projeto inovador, por integrar a investigação sobre o espaço, o oceano e o clima, o investigador garante ainda, na edição diária do Expresso, que “as discussões científicas sobre o projeto vão continuar independentemente da evolução política nos Estados Unidos da América”.

A escolha dos Açores para instalar o “Air Center- Azores International Research Center”, como é designado, não é um acaso.

Segundo Eric Lindstrom, “as ilhas são locais críticos para a observação da Terra, são ideais para monitorizar o que se passa no oceano devido à atividade humana, são excelentes para a instalação de bases espaciais, podem ser locais soberbos para a calibração e validação de missões globais de sistemas de satélites, e podem servir de base para centros de informação marítima e desenvolvimento tecnológico e para a economia azul”, sublinhou em entrevista ao Expresso.

E, os Açores são um lugar único, porque, explica, “estão sobre a chamada Dorsal Mesoatlântica, uma cordilheira submarina formada pelo encontro das placas tectónicas norte-americana e euro-asiática”.

Eric Lindstrom repara que no mar dos Açores, estão as fontes hidrotermais, onde “provavelmente”, há mais biomassa do que à superfície da Terra. “Suspeitamos (...) que existem grandes comunidades de micro-organismos e que essas fontes tenham alguma influência na química dos oceanos, porque expelem minerais e metais pesados, o que significa que podem existir grandes oportunidades de extração mineira no fundo dos oceanos”.

Tal como já tinha noticiado o Expresso, em junho,  o objetivo é desenvolver o centro de investigação internacional em infraestruturas já existentes, como o aeroporto das Lajes, as instalações de medição da radiação atmosférica do Departamento de Energia do Governo dos EUA na ilha Graciosa ou o Departamento de Oceanografia e Pesca (DOP) da Universidade dos Açores na ilha do Faial.

Ainda de acordo com o semanário, o centro inclui sete projetos. Está em discussão uma base espacial, que poderá ter o nome de “Atlantic Spaceport”; assim como o ASORES, Plano de Ação para a Sustentabilidade, Proteção Operacional e Resiliência da Terra e dos Sistemas Espaciais, promovido pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, NASA, ESA, Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e consórcio empresarial C3P.

A instalação em São Miguel do centro de dados da grande antena parabólica de 32 metros do futuro radiotelescópio SKA, que vai ser construída na ilha é outro projeto, ao qual se junta o projeto de construção de um radar de rastreio e vigilância do lixo espacial.

Um laboratório no Departamento de Oceanografia e Pesca da Universidade dos Açores na cidade da Horta, na ilha do Faial (o “Lab-Horta@DOP & Cold Water Coral Lab”), com infraestruturas para a recriação artificial das condições naturais do ambiente do mar profundo, é outra ideia para o futuro centro.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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