Economia

Preço médio do quilo de peixe subiu 24% de janeiro a maio

  • 10 de Julho de 2016
  • 510 Visualizações, Última Leitura a 20 Setembro 2018 às 16:19
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Quantidade de peixe descarregado em lota baixou 19 por cento nos Açores este ano, o que fez o preço médio por quilo disparar  face a 2015.

Está-se a pescar menos nos Açores, mas o peixe é vendido em lota cada vez mais caro, numa tendência que se já se verificava no ano passado.

Os mais recentes dados do Serviço Regional de Estatística mostram que entre janeiro e maio deste ano, a quantidade de peixe descarregado em lota baixou 19 por cento, por comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto que, pelo contrário, o seu preço médio por quilo disparou 24 por cento.

Nos primeiros cinco meses de 2015, foram descarregadas em lota nos Açores cerca de 2.300 toneladas de peixe, um valor que baixou para 1.900 toneladas nos primeiros cinco meses deste ano.

Contudo, o valor global de venda do peixe na comparação dos primeiros cinco meses deste ano  com os de 2015 manteve-se praticamente inalterado nos 8,6 milhões de euros, o que quer dizer que o preço médio por quilo disparou.

Entre janeiro e maio de 2015, as várias espécies de peixe foram vendidas em lota a um preço médio de 3,64 euros por quilo, um valor que subiu para 4,52 euros no mesmo período deste ano.

Valores que se justificam sobretudo pelo preço a que são vendidas as espécies de maior valor comercial, como é o caso do goraz, cuja venda em lota entre janeiro e maio deste ano rendeu 1,5 milhões de euros para um preço médio de 12 euros por quilo.

Mas há também outras espécies bastante valorizadas no preço médio por quilo, como é o caso do imperador (17 euros/kg) ou do cherne (14 euros/kg).

A redução das capturas nos Açores terá várias explicações, que podem ir desde a redução dos stocks de algumas espécies (a cada vez maior captura do peixão, que é o goraz juvenil, em vez da mesma espécie no seu estado adulto pode ser disso um exemplo) ao próprio facto do inverno deste ano ter sido rigoroso e ter havido muitos dias em que não foi possível aos pescadores sair para o mar.

Mas segundo apurou o Açoriano Oriental junto da Associação de Comerciantes de Pescado dos Açores, este grande aumento do valor do peixe em lota não tem tido necessariamente reflexo no comprador final, sobretudo no peixe que vai para exportação, pois a menor quantidade de peixe nos Açores e a forte concorrência nos mercados levam a que muitas vezes sejam as margens de revenda a serem reduzidas.

Mas também os pescadores acabam por não ver muitas vezes o resultado desde aumento do valor em lota no seu rendimento, uma vez que o setor nos Açores está sobredimensionado quer ao nível do número de embarcações, quer ao nível do número de pescadores por embarcação, uma situação que se agravou com a crise económica e com o desemprego.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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