Economia

Porta aberta a trocas comerciais entre Açores e Bermudas

  • 4 de Maio de 2016
  • 443 Visualizações, Última Leitura a 25 Agosto 2019 às 11:10
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Memorando de entendimento ontem assinado permite a cooperação em áreas como o mar, turismo e comércio.

Foi ontem assinado um memorando de entendimento entre os governos dos Açores e das Bermudas para fomentar a cooperação entre os dois territórios atlânticos.

O documento, assinado pelo presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, e pelo Premier (chefe do governo) daquele território ultramarino britânico, Michael Dunkley, estabelece o quadro de cooperação e o estreitamento das relações entre os Açores e as Bermudas para o desenvolvimento de áreas como o mar, conservação do ambiente marinho e terrestre, cultura, história e tradições populares, associativismo, além do relacionamento entre instituições de formação, investigação e ensino e intercâmbio de estudantes, professores e investigadores.

O mérito do memorando está também patente pelo facto de abrir portas à exploração da cooperação em diversas áreas: no turismo, comércio e investimento externo, assim como no âmbito dos programas com a União Europeia.

Ainda no âmbito económico, é de salientar o interesse que ontem as energias renováveis suscitaram para o Premier das Bermudas, sobretudo depois de uma visita à Central Geotérmica do Pico Vermelho (Ribeira Grande).

Para Michael Dunkley, os Açores são um “parceiro muito importante das Bermudas”, numa constatação que encontra as suas raízes históricas no facto dos açorianos começarem a emigrar para estas ilhas situadas na América do Norte a partir do século XIX.

No ano passado, pouco mais de 100 açorianos emigraram para as Bermudas. Atualmente cerca de um quarto da população bermudense descende de portugueses, na sua esmagadora maioria açorianos.

“Nas Bermudas nós temos uma incrível comunidade portuguesa e açoriana que expressa com grande orgulho e paixão a sua herança. O contributo da comunidade açoriana para a nossa ilha ao longo dos séculos tem sido imensurável”, vincou Michael Dunkley na cerimónia de assinatura do memorando.

Momento que o presidente do Governo Regional considerou ser de grande significado institucional e político, que consagra a amizade entre os dois Povos, que honra uma história de relacionamento com mais de um século e meio de existência e que esbate distâncias e aproxima os dois lados do Atlântico Norte.

Na ótica de Vasco Cordeiro, “este memorando representa, assim, uma vontade recíproca de nos conhecermos melhor, de aprendermos com os sucessos, mas também com os desafios que os nossos arquipélagos enfrentam, colhendo para as nossas Regiões e em benefício dos nossos Povos os ensinamentos, as experiências que resultem desta situação”.

Ontem, Vasco Cordeiro acompanhou Michael Dunkley numa visita a uma exploração agrícola e, antes disso, ao NONAGON - Parque de Ciência e Tecnologia de São Miguel, na Lagoa, proporcionando-se o contacto com as empresas ali  instaladas e ainda com o conselho de administração da SDEA - Sociedade de Desenvolvimento Empresarial dos Açores.

Nessa altura, a mensagem realçada  foi que os dois arquipélagos podem trabalhar juntos, neste caso com o objetivo assumido de desenvolver as trocas comerciais e os transportes de que dependem.

Aqui os Açores poderão ter a ganhar através do seu “know-how” na área da geotermia e com a possibilidade de escoamento de laticínios. A visita prossegue hoje no Faial e Pico.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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