Economia

GRUPO SATA ASSINA CONTRATO DE 70 ME COM A BOMBARDIER

  • 1 de Março de 2008
  • 383 Visualizações, Última Leitura a 17 Outubro 2017 às 23:16
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O Grupo SATA assinou ontem com a Bombardier o contrato para a aquisição de dois Dash Q200,de 37 lugares, e quatro Dash Q400,de 80 lugares.

O investimento de cerca de setenta milhões de euros não irá beneficiar de nenhum apoio, seja do Governo Regional, Governo da República ou União Europeia, salientou ontem, Duarte Ponte, secretário regional da Economia, na cerimónia de assinatura de contrato e de apresentação da nova frota.

Isto porque, explicou, o secretário regional da Economia, “a SATA está longe dos tempos difíceis de há alguns anos atrás”.

As novas seis aeronaves vão substituir a actual frota, ou seja, os cinco ATP de 60 lugares e o Dornier de 18 lugares que serve quase em exclusivo o Corvo.

Para o presidente do conselho de administração do Grupo SATA, a nova frota vai garantir maior flexibilidade e melhorias significativas na gestão das rotas. Os aviões com menor capacidade serão afectos às ilhas mais pequenas e rotas mais curtas (Corvo, Flores e rotas do grupo Central, assim como à rota Funchal -Porto Santo). E os aviões com maior autonomia de voo estarão destinados às rotas mais longas, nomeadamente às ligações entre os arquipélagos Açores, Madeira e Canárias, ou mesmo em novas rotas com partida da Madeira (ver caixa).

Como explicou Gomes de Menezes, os Q200 serão os primeiros aviões a chegar aos Açores. Segundo o responsável, depois do Verão de 2008,começa a transição com a formação dos pilotos, comandantes de bordo, técnicos de manutenção e técnicos de operação de voo.

O início da operação dos Q200 dependerá da capacidade de adaptação do pessoal da SATA, contudo adiantou Gomes de Menezes, o arranque deverá ocorrer pelo menos no início de 2009. E o primeiro Q400 deverá ser entregue à SATA em Janeiro de 2010, chegando depois em Fevereiro outros dois, e em Março, o último.

Quanto ao destino a dar às velhas aeronaves da SATA Air Açores, Gomes de Menezes revela que “há procura dos ATP para utilização em cargueiro e existe mercado no norte da Europa”, sendo essa opção viável, mas apenas quando os ATP deixarem de operar. A selecção da nova frota da SATA esteve a cargo de uma equipa multidisciplinar, da qual participaram também especialistas de uma universidade do Reino Unido. Num processo iniciado há vários anos, em análise estiveram as vantagens das aeronaves dos dois únicos fabricantes de turbo -hélices com capacidade para 50 ou mais passageiros: a europeia ATR e a canadiana Bombardier. Como fez questão de salientar, tanto Duarte Ponte, como Gomes de Menezes, a opção escolhida foi consensual.

As vantagens apontadas ao Q200 são a possibilidade de reduzir o número de lugares a bordo para aumentar a capacidade de carga (versão combi) e o facto de serem aviões pressurizados. E os Q400 permitem por sua vez aumentar a oferta de lugares, absorver assim o crescimento de tráfego de passageiros e têm uma velocidade superior, bem como maior capacidade de carga.

 

SATA Air Açores vai aproximar arquipélagos

 

O presidente do grupo SATA considera que a SATA Air Açores tem de operar na perspectiva inter-regional e não apenas regional.

Segundo Gomes de Menezes, a nova frota vai permitir aproximar os arquipélagos e adicionar frequências entre Ponta Delgada e Funchal, uma vez que o “ turbo -hélice é extremamente competitivo - com os mesmos tempos implica custos mais baixos”. Como explicou o responsável, “com as aeronaves actuais não é possível ligar a Madeira aos Açores, mas com o Q400 será possível fazer a rota Ponta Delgada – Funchal - Las Palmas e Funchal -Tenerife ou mesmo partir do Funchal para outras rotas.

Os voos para Cabo Verde, pela sua posição geográfica, estão condicionados. Terão de ser equacionados a partir das Canárias.

 

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