Economia

Oferta turística realinhada com novas tendências de mercado

  • 31 de Março de 2016
  • 484 Visualizações, Última Leitura a 19 Fevereiro 2019 às 14:26
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O presidente do Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo (IPDT) defende uma evolução na oferta turística na Região, de forma a “realinhá-la” com as novas tendências de consumo.

“O que propusemos não foi uma rutura, temos é de evoluir”, afirmou Jorge Costa, no final da sessão de apresentação do Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores, explicando que a estratégia apresentada consiste em “pegar em todo o trabalho que já foi feito e realinhá-lo com o que são as tendências de consumo.

Porque, se as tendências de consumo se vão alterando, não faz sentido continuarmos a vender a mesma coisa a pessoas que querem coisas diferentes”.

No entanto, o especialista frisa que o objetivo “não é mudar os Açores” mas antes “sugerir novas formas de vender o que já temos”.

Para a Região foi definido que o turismo de natureza é o produto central, e que o turismo náutico, o “touring” cultural e paisagístico, a gastronomia e a saúde e bem-estar constituem produtos complementares e que enriquecem a oferta como um todo.

“O facto de estar a falar de turismo de natureza não significa que temos de continuar a olhar para o turismo como meramente contemplativo porque os turistas hoje em dia têm uma atividade em termos de fruição da natureza muito mais dinâmica e os Açores têm todas as características para ir ao encontro dessa procura”, explicou, lembrando que o perfil do turista tem vindo a evoluir.

“A natureza exuberante e as características únicas de todas as ilhas permitem que os Açores se reposicionem indo ao encontro do que são as características do consumidor turístico”, disse.

Em termos de desafios o plano estratégico do turismo para os Açores, concluiu que o turismo enfrenta cinco grandes desafios que devem ser acautelados para um desenvolvimento mais sustentável da atividade turística 
As acessibilidades, a sazonalidade, a vulnerabilidade do território, a qualidade do serviço e o desenvolvimento equilibrado do turismo nas nove ilhas são esses desafios.

Assim, logo no início da apresentação do Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores (PEMTA), Jorge Costa começou por explicar que existe uma nova visão do destino Açores, que deverá posicionar a Região como um destino de natureza por excelência, exclusivo, hospitaleiro e que permite uma enorme variedade de atividades relacionadas com terra e mar.

Para tal a comunicação deve abordar aspetos como inverter a ideia negativa de difícil acesso para uma ideia de isolamento positivo e exclusividade, a hospitalidade genuína ou realçar a atenção para a segurança, entre outros.

E porque as pessoas são parte integrante da experiência turística dos Açores, podendo mesmo ser “o elemento diferenciador”, é referido no PEMTA que é fundamental que a sociedade seja sensibilizada para a importância desta atividade económica, de receber bem e de zelar pela proteção do destino.

Nesse contexto, Jorge Costa apresentou três medidas dirigidas à população açoriana em geral: implementação de um programa de formação e qualificação transversal para a qualidade e diferenciação dos serviços; integração de temas sobre o setor do turismo na disciplina de Cidadania nos 1º e 2º ciclos; e sensibilização da comunidade para a importância do turismo através de campanhas internas.

Ontem foram também apresentadas as prioridades que deverão guiar a implementação deste plano, tendo sido definidas metas para as várias áreas do turismo. Assim com a implementação do PEMTA pretende-se aumentar o RevPAR (Rendimento por quarto disponível) de 26,8 euros em 2015 para 41,7 euros em 2020; diminuir a atual sazonalidade de 42,4 por cento para 39 por cento até 2020 e no mesmo período aumentar o gasto médio por visitante de 57,3 euros para 69,2 euros.

Mas nesta apresentação, o presidente do IPDT deixou alguns alertas, um deles em relação à definição de preços. “Temos visto noutros destinos em que o turismo começa a crescer muito e que rapidamente se começa a tentar praticar preços muito acima do que deve ser a estratégia do produto e do serviço.

O meu alerta é para que não se mate a galinha dos ovos de ouro, para que se seja consciente e acima de tudo que o preço que cobrado esteja alinhado com o que é oferecido”, afirmou.

Em termos de marketing, o PEMTA propõe que para além de se explorar muito os novos canais de comunicação, como o marketing digital, que se faça “um trabalho muito forte” junto dos consumidores finais no sentido de aumentar a notoriedade do arquipélago e para que as pessoas possam, através das agências ou diretamente, “cada vez mais procurar o destino Açores e conhecê-lo e recomendá-lo”.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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