Economia

Empresários alertam para as arestas por limar no turismo dos Açores

  • 28 de Março de 2016
  • 311 Visualizações, Última Leitura a 16 Dezembro 2017 às 01:27
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Um ano após a chegada das "low cost" aos Açores, os empresários consideram que "falta limar muitas arestas", sobretudo na formação na área da restauração e requalificação de infraestruturas, para a região se adaptar à "nova realidade".

"Falta limar muitas arestas, porque o efeito de uma maior afluência de turistas exercerá alguma pressão sobre algumas infraestruturas e sobre alguns serviços, e é preciso saber gerir este acréscimo de procura. Não estávamos habituados a ter tantos turistas", afirmou o presidente da Câmara do Comércio e Indústria dos Açores (CCIA), Mário Fortuna, em declarações à agência Lusa.

Desde 29 de março de 2015 que as ligações aéreas entre duas ilhas dos Açores (São Miguel e Terceira) e o continente estão liberalizadas, o que levou à entrada na região de duas companhias de baixo custo (Ryanair e easyJet), que voam para já apenas para Ponta Delgada (São Miguel).

Além das companhias “low cost”, mantêm-se nesta rota de Ponta Delgada, na ilha São Miguel, as transportadoras SATA e TAP.

"Vamos atingir novos patamares de procura e é importante adaptarmo-nos para a nova realidade sob pena de, se não o fizermos, o serviço começar a degradar-se", defendeu Mário Fortuna, frisando que os turistas "vão necessariamente estabelecer comparações" com outros destinos, pelo que é preciso que a região esteja devidamente afinada na “prestação de um bom serviço”.

O presidente da CCIA, que representa cerca de 900 associados, afirmou que o arquipélago "precisa de melhorar" os serviços de proximidade ao cliente, mas há também que fazer "investimentos consideráveis" em São Miguel na "requalificação das infraestruturas públicas", sobretudo "miradouros, trilhos, zonas balneares" e na área da formação.

O delegado nos Açores da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), Luís Duarte, destacou que nasceram "novos negócios e novos conceitos" na restauração com a chegada das “low cost”, considerando igualmente ser necessário introduzir "algumas afinações" para que os turistas "se sintam bem no arquipélago e pensem voltar".

“Têm aberto novos espaços de restauração e na área da animação turística, espaços inovadores”, salientou Luís Duarte, indicando que a AHRESP vai promover, “dentro em breve”, formação nas ilhas de São Miguel e Terceira.
Nos Açores existem 1.200 empresas na área da restauração e similares, indicou o responsável.

Segundo informação do município de Ponta Delgada, entre 2014 e 2015 registou-se um “significativo aumento” de pedidos de licenciamento para estabelecimentos de alojamento local.

Em 2014, a Câmara autorizou o licenciamento de 30 estabelecimentos de alojamento local, cinco dos quais propriedade de estrangeiros, e no ano passado 51 de investidores locais.

Segundo o presidente da Câmara de Ponta Delgada, José Manuel Bolieiro, o centro histórico da cidade "é uma das áreas que mais tem beneficiado do investimento privado", essencialmente "em prédios que se encontravam vazios e que foram agora reabilitados, referindo que "o incremento do negócio turístico com a nova solução das acessibilidades aéreas pode ser um motivo de investimento".

Para José Manuel Bolieiro, a liberalização do espaço aéreo "constituiu-se numa autêntica revolução ao nível do turismo".


Fonte: Lusa

 

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