Economia

República ultima proposta de revisão do acordo com EUA

  • 24 de Março de 2016
  • 347 Visualizações, Última Leitura a 16 Dezembro 2017 às 01:27
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O Governo avançou na terça-feira que “está a completar” uma proposta de revisão do Acordo de Cooperação e Defesa entre Portugal e os EUA sobre a Base das Lajes e reiterou a importância da cooperação entre os dois países.

Depois de o Departamento de Defesa norte-americano ter entregado ao Congresso um relatório que afasta a hipótese da Base das Lajes receber um centro de informações, que está planeado para Inglaterra, e qualquer outro uso alternativo, o Governo português reafirma, em comunicado, “o elevado potencial das infraestruturas existentes na ilha Terceira”.

Este potencial é “reforçado pela sua localização estratégica, não só para o domínio da Defesa mas para um leque mais alargado de funções e utilizações”, salienta o comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Numa altura em que decorre a próxima fase deste processo noutras instâncias dos EUA, o Governo diz que “continua empenhado em demonstrar e identificar todos os elementos úteis que permitam uma apreciação adequada das condições da Base, da ilha e do arquipélago dos Açores no seu conjunto”.

Estas condições - explica - vão muito para além do apoio necessário aos efetivos norte-americanos que ainda se manterão na ilha Terceira após a redução decidida no ano passado.

“A redução da presença militar norte-americana que se tem verificado nos últimos anos na Base Aérea nº 4, nas Lajes, e a forma como ela foi decidida unilateralmente, altera de maneira fundamental as circunstâncias que levaram à celebração do Acordo de Cooperação e Defesa entre Portugal e os Estados Unidos da América”, sublinha.

Nesse sentido, o Governo anuncia que “está a completar uma proposta de revisão do Acordo de Cooperação e Defesa entre Portugal e os Estados Unidos da América”, cuja apresentação ficou acordada na Comissão Bilateral Permanente em junho de 2015.

Reitera ainda a importância da cooperação entre os dois países e “a vontade firme de a desenvolver e reforçar, na defesa como noutros domínios”, incluindo os aspetos que possam beneficiar a Região Autónoma dos Açores e, especificamente, a ilha Terceira.


Devin Nunes diz que relatório “não é o fim”.

O congressista Devin Nunes, autor de muitas das iniciativas legislativas que têm procurado um uso alternativo para a base das Lajes, disse que o relatório do Pentágono não representa o fim dos seus esforços.

“As investigações vão continuar a decorrer como antes, apesar do anúncio do Pentágono. Por isso, isto não é o fim do assunto, de forma alguma”, disse o congressista.

Nunes, que serve como diretor do Comité de Informações da Câmara dos Representantes, disse ainda acreditar que “o Pentágono está a usar informação largamente incorreta e a alterar números para justificar a decisão que pretende quanto à localização do Centro Conjunto de Análise de Informação”.

O Pentágono diz que o centro na Inglaterra permite uma poupança de 74 milhões de dólares por ano e que a opção das Lajes representaria um investimento inicial de 1,14 mil milhões de dólares, e um custo anual extra de 43 milhões.

O congressista considerou que estes números são “completamente fabricados” e que, tendo em conta a construção do centro em Inglaterra, a opção das Lajes representa uma poupança de 1,5 mil milhões de dólares a longo prazo.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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