Economia

Navios novos esperam pelo "sim" de Bruxelas

  • 23 de Março de 2016
  • 538 Visualizações, Última Leitura a 18 Agosto 2019 às 07:06
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A Região pretende adquirir, com o apoio de fundos comunitários, dois navios novos preparados para o transporte de passageiros, viatura e  de carga rodada com o objetivo de operarem em 8 ilhas (menos Corvo) ao longo de todo o ano, num investimento global avaliado em 85 milhões de euros (ME).

Fonte da Secretaria Regional do Turismo e Transportes reiterou que estão em causa navios com capacidade para 650 pessoas e 150 viaturas.

Questionada sobre se o estaleiro será nacional ou estrangeiro, a mesma fonte referiu que “o local de construção depende do estaleiro que vencer o concurso público - ainda sem data marcada - para a construção dos mesmos (navios)”.

Recorde-se que, em novembro de 2014, o Governo Regional anunciou a autorização da repetição do concurso internacional da Atlânticoline para a construção de dois barcos com capacidade para 650 passageiros, no valor de 85 ME. Isto porque a empresa pública de transportes marítimos anulou o primeiro concurso por nenhum dos estaleiros candidatos ter reunido “todas as exigências do caderno de encargos”.

No recente congresso do PS/A, recorde-se, o presidente do partido e do Governo Regional, Vasco Cordeiro, frisou que o transporte marítimo vai ser alvo de uma transformação nos Açores visando estender a essa área os “bons efeitos” alcançados com a reforma do transporte aéreo.

 

À espera de notificação da CE

Numa entrevista à RDP/A, o chefe do executivo açoriano afirmou que este assunto não avançou até agora porque envolve a utilização de fundos comunitários e implica uma notificação  à Comissão Europeia (CE).

“Essa notificação já foi feita, está a ser analisada e esperamos ter a resposta dessa notificação e que seja positiva obviamente”, realçou Vasco Cordeiro. Sobre este processo deixou também claro não ter “garantia nenhuma”.

“Cumpri aquilo que as regras dizem que tem de ser feito - notificar a CE e estou à espera da resposta da CE”, reafirmou, esclarecendo que, se este dossier não receber luz verde de Bruxelas, “terá de ser reavaliado”.

O objetivo de construir dois navios preparados para o transporte de passageiros e de carga rodada - um domínio em que poderão intervir privados - representa para Cordeiro uma “transformação de futuro que queremos operar no transporte marítimo, na conectividade marítima na nossa Região”.

No fundo, sublinhou no congresso, “dizemos a um pescador, a um agricultor, a um empresário ou a um comerciante de qualquer uma das nossas ilhas, que aquilo que lhe queremos facultar é que ele tenha como mercado  não só a sua, mas todas as ilhas da nossa Região e que, para aproveitar esse mercado, lhe baste entrar num navio na sua ilha, ir até à ilha de destino fazer o seu negócio e regressar a casa”.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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