Economia

Algas açorianas fazem parte de cosmética francesa

  • 22 de Março de 2016
  • 338 Visualizações, Última Leitura a 16 Dezembro 2017 às 01:32
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Atualmente é o mercado da cosmética a  absorver algas com marca Açores. Empresa SeaExpert quer alargar mercados.

O mercado francês da cosmética tem sido um dos maiores recetores das algas marinhas com a Marca Açores, seguido do sueco e austríaco.

A SeaExpert, que desde 2003 trabalha na Região na área de serviços de consultadoria para as Pescas, tem sido a exportadora de algas apanhadas no fundo do mar do Faial, ilha onde tem a sua sede.

Apesar da exportação já durar há cerca de quatro anos, só no ano passado é que a empresa concluiu o processo de certificação das algas com a Marca Açores, de forma a assegurar o seu local de origem e a sua diferenciação a partir dos atributos mais distintivos dos Açores – a natureza, o elevado valor ambiental, a diversidade e exclusividade natural.

Atualmente, a SeaExpert é a única empresa açoriana a exportar diretamente algas marinhas com a Marca Açores para Franca, Suíça e Áustria.

Segundo Henrique Ramos, responsável pela SeaExpert, “são mercados muito exigentes e difíceis de entrar, principalmente o francês”, justificando que “algumas das empresas que utilizam algas é muito por uma questão de marketing em torno do produto natural. No caso dos Açores, sendo a alga vinda do Atlântico é por si só uma garantia de qualidade reforçada com Marca Açores”.

Há quatro anos que a SeaExpert encontra-se a “mapear o fundo do Mar” para saber onde existem algas. Atualmente, as algas para a exportação são apanhadas através do mergulho, numa área que não chega a um quilómetro quadrado, na ilha do Faial. Em breve, a apanha vai estender-se à vizinha ilha do Pico.

No ano passado, a empresa exportou cerca 350 quilos de algas secas, o que corresponde a uma tonelada e meia de algas húmidas escorridas. Um valor que tem correspondido à procura, afirma Henrique Ramos, garantindo que a atividade é realizada de forma  a provocar o “mínimo” impacte possível no ecossistema marinho.

“Considerando o importante papel desempenhado pelas algas no equilíbrio do ecossistema marinho costeiro, a apanha, por questões de segurança, de eficiência e de forma a provocar o mínimo impacte sobre o ambiente marinho, é efetuada com recurso a escafandro autónomo, permitindo reduzidos níveis de captura acessória”, afirma Henrique Ramos.

Acrescenta que desde a apanha, passando pelo processo de secagem em estufas até ao embalamento, as algas são sempre “cuidadosamente manuseadas, para manter a sua qualidade”.

Seguindo esta estratégia, a intenção é, a médio prazo, “criar, divulgar e afirmar o ‘cluster’ das algas açorianas no mercado mundial da cosmética, farmacêutica e biotecnologia através da uniformização dos critérios de qualidade e práticas ambientais”, adianta o empresário.

É da opinião que as algas açorianas têm variadas aplicações e potencialidades, sendo necessário, por isso, “conhecer as suas propriedades e conciliá-las com outro tipo de produtos, como sejam precisamente o chá ou mesmo os SPAs”.

Henrique Ramos avança mesmo que tem vindo a procurar parceiros para desenvolver ideias no setor das algas, mas tem encontrado resistências: “Estamos abertos a propostas, de preferência inovadoras para a Região (…) mas considerando o contexto económico e social atual, é natural que haja alguma resistência à necessidade de aplicar meios, sejam humanos, financeiros ou infraestruturais, em ‘business development’ sem uma receita imediata”.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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