Economia

Encaminhamentos inter ilhas não estão divulgados

  • 8 de Março de 2016
  • 478 Visualizações, Última Leitura a 21 Março 2019 às 22:04
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Para que os efeitos das low-cost sejam sentidos em todo o arquipélago é necessário divulgar as ligações interilhas.

No passado domingo, último dia da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), Tibério Dinis, vereador da Câmara Municipal da Praia da Vitória, na ilha Terceira, admitiu que “os encaminhamentos das low-cost não têm sido bem divulgados”, alegando que “a liberalização do espaço aéreo dos Açores ainda não surtiu efeito direto no aeroporto das Lajes”.

Tibério Dinis referia-se aos encaminhamentos gratuitos que ligam o aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada,às restantes ilhas, assegurados pela transportadora aérea SATA, salientando que estes são “uma mais-valia, mas têm que ser claramente potenciados”.

Para o autarca, é “necessário reforçar essa perspetiva” através das agências de viagens, que são o “primeiro contacto” com os potenciais visitantes.

Não escondeu também o desejo de ter uma companhia aérea low-cost a voar para a ilha Terceira: “no médio a longo prazo, o desafio que se coloca é ter uma companhia aérea de baixo custo a operar nas Lajes”.

Os encaminhamentos interilhas, apesar de já existirem no passado, tornaram-se mais relevantes com a alteração do modelo do transporte aéreo em 2015, que permitiu a entrada das low-cost em São Miguel.

Quem voar para esta ilha, em qualquer companhia aérea, pode pedir para ir até outra ilha de forma gratuita, desde que não permaneça mais de 24 horas em Ponta Delgada.

Basta, para isso, que o passageiro declare que a sua ilha de destino é outra e pedir o encaminhamento à SATA.

Este sistema é uma medida do Governo Regional com o objetivo de aumentar a concorrência e beneficiar todas as ilhas.

Custa entre 4 a 5 milhões de euros  anuais que depois são pagos à companhia aérea açoriana.

Por seu turno, Paulo Reis, vice-presidente da Câmara Municipal das Lajes das Flores, reconheceu que a liberalização do espaço aéreo “já se sentiu” naquela ilha, afiançando que se vai “sentir ainda mais quando as pessoas perceberem que, com o preço de um bilhete para Ponta Delgada, conseguem chegar à ilha das Flores, sem mais custos”.

Isto é, frisa, quando “todas as pessoas perceberem isso, conseguirão chegar a todas as ilhas”. Durante a apresentação das Flores na BTL, o autarca destacou também o turismo de natureza naquela ilha - o ponto mais ocidental da Europa -, salientando os trilhos pedestres, o património natural e a prática de canyoning, desporto que consiste na exploração progressiva de um rio, neste caso de uma ribeira. “A ilha das Flores é a melhor ilha dos Açores para praticar o canyoning”, enfatizou ainda.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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