Economia

Digitalização da banca será decisiva para as PME

  • 24 de Fevereiro de 2016
  • 462 Visualizações, Última Leitura a 19 Fevereiro 2019 às 15:53
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Bancos têm que apostar em propostas de valor personalizadas para “cimentar” relação com as empresas.

A digitalização tem vindo a impor alterações ao modelo de relacionamento entre os bancos e as pequenas e médias empresas.

As necessidades digitais tornaram-se uma realidade crescente, com as PME a procurarem acesso a plataformas digitais, processos digitalizados e serviços digitais de valor acrescentado e a valorizarem cada vez mais a capacidade de resposta e a redução de custos.

Esta é pelo menos a grande tendência registada num recente realizado pela Roland Berger, que contou com a participação de um conjunto alargado de PME nacionais, representativas de diversos sectores de actividade, dimensão e perfil.

De acordo com o estudo desenvolvido, quase 100% dos inquiridos prefere utilizar canais digitais para desenvolver actividades correntes como transferências ou pagamentos; 92% vê as plataformas de ‘online banking’ como uma forma de centralização de informação financeira da sua empresa.

Segundo o estudo, as PME consideram que a disponibilidade e a comunicação são tão importantes como custos reduzidos na avalização da oferta bancária.

O documento destaca ainda que as pequenas e médias empresas nacionais procuram uma oferta bancária cada vez mais completa e personalizada, de modo a fortalecerem a sua posição no mercado (74% dos inquiridos toma a oferta de serviços complementares importante ou muito importante e 52% vê como muito importante a variável de nível de serviço).

Já a prestação de serviços individualizados é referida como importante ou muito importante em 94% das respostas.

Por outro lado, a gestão corrente já é um dado adquirido nos canais digitais, descreve o estudo que adianta ainda que o recurso aos canais digitais é fundamentalmente associado à redução de custos e simplificação de processos.

Já nos factores que levariam uma PME a mudar de banco destaca-se “a oferta de custo reduzido e a facilidade e rapidez de serviço”.

No que respeita à banca, o estudo da Roland Berger diz que esta tem grandes desafios pela frente e que passam pela aproximação digital através de propostas de valor personalizadas geradoras de uma dinâmica de inovação contínua tendo em vista a maximização do valor para o cliente.

O estudo refere que o modelo de segmentação de PME dos bancos deve ser aprofundado e detalhado pois é ainda largamente omisso na identificação de ‘clusters’ de empresas com preferências digitais, o que dificulta o desenho de uma proposta de valor diferenciada.

A identificação dos ‘clusters’ de empresas deve permitir aos bancos o desenho de perfis diferenciados, detalhando as suas principais características e preferências.

O objectivo é que a banca seja capaz de desenvolver uma proposta de valor diferenciada, quer no modelo de relacionamento, por exemplo, enfoque de actividade –chave em canais online em detrimento de balcão, oferta personalizada (adaptar a oferta ao perfil da empresa) e serviços de valor acrescentado (plataformas ‘online’ de factoring). 


Fonte: Diário Económico

 

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