Economia

Apanha de algas rendeu 120 mil euros em 2015

  • 21 de Fevereiro de 2016
  • 1398 Visualizações, Última Leitura a 17 Setembro 2019 às 15:19
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Apanha de algas para exportação representa potencial económico  e complemento ao rendimento dos pescadores.

A apanha de algas nos Açores e a sua atual exportação para o norte de Espanha começa a surgir como uma nova atividade com potencial económico ligado aos recursos marinhos, principalmente como complemento ao rendimento dos pescadores.

Depois de estar mais de 15 anos inativo, o setor da apanha de algas (nos Açores é a alga vermelha denominada  ágar-ágar)  tem vindo a crescer face por um lado, à maior procura indústrias alimentar, farmacêutica  e biotecnológica, e por outro à crise do setor da pesca.

Há pescadores e apanhadores que já conseguem ter como rendimento suplementar à atividade piscatória entre 10 a 15 mil euros por ano, como adianta ao Açoriano Oriental Lázaro Silva, presidente da Associação de Pescadores da Graciosa.

Tem sido esta estrutura representativa dos pescadores graciosenses que desde 2013 tem vindo a promover a apanha, arrojo e exportação de algas marinhas em várias ilhas dos Açores, sendo São Miguel, Terceira, Graciosa e Flores as ilhas com maior volume de apanha.

A atividade sazonal (de maio a setembro) de apanha de algas abrange atualmente diretamente e indiretamente mais de 150 pessoas, desde pescadores, apanhadores e ajudantes para a secagem e armazenagem. “Entre os que trabalham no mar e em terra, a apanha de algas dá emprego a muita gente”, garante Lázaro Silva.

A maioria   das algas são para exportação após passarem na lota, onde são pesadas.

O volume de apanha e posterior exportação ( via marítima em contentor) tem vindo aumentar. Se em 2013 e pelas contas de Associação de Pescadores da Graciosa  foram exportadas 16 toneladas, no ano seguinte subiu para 32 toneladas.

No ano passado, os valores mais que quadruplicaram atingindo, segundo Lázaro Silva, as 133 toneladas e que renderam mais de 120 mil euros.

“As perspetivas para o corrente ano são ainda maiores”, afirma Lázaro Silva tendo em conta que são cada vez mais os pescadores e apanhadores interessados na atividade face, por  um lado, às campanhas de sensibilização que a associação tem realizado em todas as ilhas e, por outro, à quebra de rendimentos dos pescadores.

“A intenção é abranger mais pescadores como forma de constituir um rendimento adicional e valorizar um produto marinho, ao mesmo tempo que se contribuiu para a limpeza  da orla marítima”, frisa Lázaro Silva. Entende que um aumento desta atividade  não coloca em causa os ecossistemas, se houver uma “apanha sustentável”.

A apanha deve ser feita, sustenta, com recurso ao corte  das algas e não ao seu arranque, pois só assim se conseguirá manter os stocks das mesmas”.

A apanha profissional de algas está atualmente regulamentada. É concedido a qualquer pessoa e, mediante a sua inscrição nas finanças,  uma licença de apanhador.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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