Economia

Autarca defende plano para Fajãs de São Jorge

  • 13 de Janeiro de 2016
  • 425 Visualizações, Última Leitura a 24 Agosto 2019 às 20:22
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O presidente da Câmara Municipal da Calheta, em São Jorge, defendeu ontem um plano integrado para as fajãs da ilha, visando a sua classificação, num processo que deve envolver os poderes local e regional.

“Este plano integrado visa a recuperação daquilo que são os traços das fajãs, designadamente o seu património arquitetónico, os poços de baixa-mar, os fios de lenha, o chafariz, tudo aquilo que caracteriza a fajã”, disse à agência Lusa Décio Pereira.

O autarca defendeu que o plano integrado deve contemplar ainda a necessidade de salvaguardar os próprios acessos às fajãs, uma vez que a segurança dos que lá residem e dos que visitam estes espaços é fundamental.

As fajãs, candidatadas pelo Governo dos Açores a reserva da biosfera da UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, constituem espaços que surgem no mar na sequência da acumulação de detritos resultantes de terramotos ou de escoadas lávicas das erupções vulcânicas.

Estas áreas, de aspeto paisagístico singular, apresentam um clima ameno e foram usados, ao longo dos séculos, para a agricultura pela população de São Jorge. Atualmente as habitações lá existentes, cujo número caiu drasticamente, são praticamente locais de veraneio.

Considerando ser importante, face aos fluxos turísticos, criar algumas infraestruturas devidamente integradas, nomeadamente espaços de restauração e de lazer que possam responder à procura que as fajãs têm hoje, o responsável salientou que estes espaços são, “indiscutivelmente”, o “grande cartaz turístico” da ilha de São Jorge, promovendo também a imagem dos Açores.


Fonte: Lusa

 

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