Economia

Não está concluída redução na Base das Lajes

  • 7 de Janeiro de 2016
  • 474 Visualizações, Última Leitura a 15 Outubro 2019 às 19:23
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Um ano depois de os Estados Unidos terem anunciado uma redução militar e despedimentos na base das Lajes, o processo ainda não está concluído, mas mais de 430 trabalhadores portugueses deverão assinar rescisões por mútuo acordo.

Entre os cerca de 345 funcionários que pretendem manter o vínculo laboral à infraestrutura, existem, no entanto, 80 que ainda não foram colocados e temem despedimentos.

“Independentemente de tudo é um desfecho menos negativo do que o que estava previsto, no entanto, eu continuo a dizer que um desfecho em que haja despedimento é um desfecho negativo”, salientou, Bruno Nogueira, presidente da Comissão Representativa dos Trabalhadores (CRT) portugueses na base das Lajes.

A 8 de janeiro de 2015, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, anunciou uma redução de 500 militares na base das Lajes, na ilha Terceira.

No mesmo dia, em Lisboa, o embaixador dos Estados Unidos, Robert Sherman, disse que haveria uma redução gradual, ao longo de 2015, dos trabalhadores portugueses, de 900 para 400. Em abril, a Comissão Representativa dos Trabalhadores foi oficialmente notificada da intenção dos norte-americanos reduzirem o número de funcionários locais, estimando que dos cerca de 800 portugueses a trabalhar na base ficassem apenas 380.

Na reunião da Comissão Bilateral Permanente entre Portugal e os Estados Unidos, realizada em junho, os norte-americanos decidiram aumentar o número de vagas a manter para trabalhadores portugueses de 378 para 405 e aceitaram possibilitar as rescisões por mútuo acordo a todos os funcionários, adiando a conclusão do processo para março de 2016.

Inicialmente, a Força Aérea norte-americana aceitou dispensar, com rescisões por mútuo acordo, 421 trabalhadores, que deveriam sair quinzenalmente entre 11 de setembro e 11 de março, mas entretanto foram aceites mais 17 rescisões nos bombeiros, que por motivos operacionais tinham sido recusadas.

Segundo Bruno Nogueira, a “grande maioria” dos trabalhadores que aceitou rescindir por mútuo acordo já deixou a base das Lajes, mas o processo só estará concluído em setembro, no fim do ano fiscal norte-americano, uma vez que os bombeiros só têm autorização para sair nessa altura.


Fonte: Lusa

 

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