Economia

Profissionais de turismo pedem revisão do modelo de encaminhamentos

  • 31 de Dezembro de 2015
  • 726 Visualizações, Última Leitura a 23 Julho 2019 às 23:13
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A recém-formada Associação de Profissionais de Turismo dos Açores (APTA) defende a revisão do modelo de encaminhamentos inter-ilhas como forma de permitir o crescimento uniforme do turismo em todo o arquipélago.

Segundo o presidente da direção da APTA, só “reajustando o atual modelo” de encaminhamento inter-ilhas se vai conseguir fazer crescer o turismo em todas as ilhas.

“Este modelo precisa de ser ajustado porque um turista que entra no arquipélago via São Miguel, numa ‘low cost’, e queira ir para outra ilha, só pode permanecer 24 horas nesta ilha.

No entanto, quem  não conheça os Açores abdica de visitar a ilha de entrada, o que acaba por debilitar a hipótese de visita de outras ilhas”, defendeu Horácio Franco, acrescentando que “o novo modelo de acessibilidade aérea permitiu, ainda que de uma forma não homogénea, um crescimento do turismo em todas as ilhas e acredito que em 2016 as pessoas vão usar ainda mais esta ferramenta”.

Assim, frisa: “É preciso haver uns reajustamentos para que tudo funcione de forma mais fluida”.

Mas para o presidente da associação existem ainda outros “alertas” que não podem ser ignorados para que o turismo tenha sucesso na Região.

“Este é um ano de otimismo para todos os agentes de turismo, mas há alertas pertinentes que não podemos ignorar, assim como setores a melhorar porque ainda temos algumas lacunas”, disse, frisando a importância da formação contínua e na aposta num turismo mais qualificado.

A APTA foi formada após a extinção do Skal em Portugal, associação internacional de profissionais de turismo.
Trata-se de uma associação “feita à medida da Região, ainda que aproveitando muito do que o Skal tinha”.

“Vamos ser proativos e usar a mais-valia que são os nossos almoços -reunião para falarmos da nossa atividade, dos nossos problemas e de possíveis soluções”, destacou.

Por outro lado, esta associação tem o poder de poder influenciar a tomada de decisões por parte de entidades governativas, com “a opinião formada em factos e por pessoas ligadas ao setor”.

“Temos sido consistentes no nosso interesse em manter os números do turismo e queremos que os decisores políticos nos ouçam enquanto pessoas sem outros interesses para além do crescimento do turismo”, afirmou, lembrando que a Região está “ainda no ano zero do novo modelo de transportes aéreos e que ainda há muito a fazer”.

“Precisamos de trilhar um caminho diferente com qualidade e profissionalismo”, frisou.

A APTA foi formalmente apresentada num jantar de Natal que se realizou no dia 18 de dezembro, possuindo atualmente 36 sócios, o mesmo número que à data da extinção do Skal. Todos os sócios são profissionais de turismo de áreas que vão desde a hotelaria aos transportes.

Para além de Horácio Franco, presidente da direção da APTA, fazem parte dos seus órgãos sociais Filipe Frias como tesoureiro e Paulo Jorge Botelho como secretário-geral.

A associação pretende realizar almoços-reunião quinzenais com os seus sócios, os quais terão  mensalmente um convidado cuja área de conhecimento esteja relacionada com a atividade turística.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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