Economia

Susiarte prepara novo investimento na Praia da Vitória

  • 30 de Dezembro de 2009
  • 237 Visualizações, Última Leitura a 18 Dezembro 2017 às 05:10
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Fazendo justiça a uma política constante de investimento, a Susiarte prepara, para o início do segundo trimestre de 2010, um novo empreendimento na Praia da Vitória: remodelar grande parte do edifício na avenida Paço do Milhafre, criando um espaço “multilojas”, onde irá funcionar também a sua nova marca de electrodomésticos – “Expert”.

A Susiarte nos últimos anos não pára de crescer. A conhecida loja da rua da Graça, aos poucos, tem se ampliado, ocupando cada vez mais área da antiga Larsonho. O próximo ano será muito importante neste processo ampliação, uma vez que todo o edifício vai sofrer uma reestruturação, não só física, mas de conceito.

Luís Vasco, administrador da Susiarte, explica alguns pormenores do projecto: “pensamos criar uma superfície comercial com 6 a 10 lojas de diferentes sectores, onde a nossa nova participada no ramo dos electrodomésticos, a Expert, terá lugar de destaque”.

Não é um centro comercial, mas o conceito não é muito diferente. A aposta na diversidade de oferta em termos de serviços e lojas é um argumento âncora para atrair mais público. As obras arrancam no final de Fevereiro e devem estar prontas em fins de Abril ou inícios de Maio. Já existem espaços comerciais adjudicados, no entanto Luís Vasco reforça que ainda estão em abertos alguns a proposta porque “é importante a qualidade e complementaridade” de ofertas aos visitantes.
 
Empresa em crescimento

Apesar da ideia de generalizada de crise, os responsáveis da Susiarte não temem o investimento, aliás justificam o crescimento da empresa nos últimos anos com a necessidade do investimento como ferramenta de superar as dificuldades dos tempos. “Por exemplo em 2005 fechamos com uma facturação na ordem dos 5 milhões de euros, este ano vamos fechar com cerca de 16 milhões, e só do ano passado para este o crescimento foi superior a 40%”, refere.

As adversidades da conjuntura económica têm sido encaradas pela Susiarte como estradas de oportunidade: “temos encontrados novos clientes, fruto de trabalho de longos anos, temos apostado noutros mercados, nomeadamente o da Madeira e do continente, e, sobretudo, temos mantido uma politica constante de investimento”.

Este ano, e pela primeira vez, o mercado Açores representou menos de metade da facturação da empresa, mas esta realidade não preocupa Luís Vasco: “nós crescemos nas vendas nos Açores, mas crescemos mais no continente, que é um mercado com maior dimensão e isso justifica os valores”.

Os segredos para o sucesso

Os números não são fruto do acaso, o sucesso tem uma fórmula que não é mágica: trabalho. Ao longo dos anos a Susiarte tem sido um exemplo de empreendedorismo, mostrando a importância de olhar “fora da caixa” que é o mercado insular. “Há uma barreira psicológica de sair dos mercados pequenos para investir nos grandes, isso não se passa só nos Açores. No entanto quando se efectua esta transição damos passos reais na evolução”, frisa.

A Susiarte começou na Praia, alargou-se à Terceira, esticou-se à Madeira e ousou o território continental. Resultado: solidificação. “A concorrência, hoje, está em todo o lado, a globalização coloca-nos empresas de todo lado à nossa porta, mas também nos coloca os nossos produtos em todo o lado, temos que encarar o mercado desse modo”, sublinha.

Outra vertente fundamental para a expansão da empresa é vertente humana. A equipa de trabalho é o motor da Susiarte, que actualmente emprega 55 pessoas, num universo de 85 que o grupo emprega. “A união das pessoas que fazem esta casa tem sido muito importante e por vezes surpreendente, são eles que trabalham incansavelmente, levando a cabo todas as orientações, preocupando cada vez mais com as politicas de poupanças internas essenciais, entre muitas outras coisas”, reforça o administrador.

Um exemplo que tocou Luís Vasco é recente: “com as fortes chuvas tivemos a loja inundada e os funcionários acorreram ao espaço com as famílias, às 4 da manhã, sem eu próprio pedir ou saber, e muitos deles tinham as suas casas com os mesmos problemas”.  

Se o papel dos funcionários é importante para o sucesso das empresas, o inverso também é verdade: “temos uma obrigação para com as famílias dos nossos colaboradores e para com os nossos fornecedores, que também têm famílias à sua responsabilidade, eles dependem total ou parcialmente das nossas boas decisões”.

A importância das raízes

Apesar de a Susiarte ser cada vez mais um operador nacional, as origens e raízes nunca são esquecidas: “nós investimos muito na região e essa é a nossa prioridade, quer seja no investimento físico, quer seja no apoio institucional em áreas como cultura ou desporto”.

Nesse sentido o olhar critico à realidade económica local não é tão pessimista como a generalidade das pessoas pensa. “Em quase trinta anos de trabalho nunca tivemos uma realidade considerada boa e o discurso é sempre de crise e dificuldade. Acho que existem bons exemplos de empresas e empresários que estão sólidos nos mercado e maus exemplos do mesmo, como sempre houve e haverá”, comenta.

Sob este prisma o empresário reforça a importância de serem os açorianos a apoiar e acreditar mais nas suas capacidades de trabalho e sucesso. As doses de confiança podem e devem ser maiores e todas as pessoas têm uma função importante na promoção e dinamização da economia.

Nesse sentido Luís Vasco aplaude o papel da câmara do comércio que “tem feito um bom trabalho junto das empresas”.

Como conselho: “devemos olhar o mais longe possível no horizonte, mas sempre com um pé na terra”, ter os dois assentes em terreno fixo é postura “demasiado conservadora” para os dias que correm.

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