Economia

Angra no roteiro dos chocalheiros distinguidos pela UNESCO

  • 2 de Dezembro de 2015
  • 306 Visualizações, Última Leitura a 23 Setembro 2017 às 21:57
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O município de Angra do Heroísmo, onde mora o último mestre chocalheiro dos Açores, congratulou-se ontem com a aprovação pela UNESCO do fabrico de chocalhos como Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda.

Numa nota de imprensa, a autarquia, presidida por Álamo Menezes, refere que Angra do Heroísmo, “conta com o último mestre chocalheiro dos Açores”.

“António Ferreira da Costa, nascido em 1935, faz parte da restrita lista dos chocalheiros nacionais que sustentou a nomeação da arte chocalheira a Património Cultural Imaterial da UNESCO”, adianta a mesma nota.

Segundo a câmara, António Ferreira da Costa recebeu por herança do pai “algumas cabeças de gado”, mas “cedo concluiu pela necessidade de desenvolver outras atividades, nomeadamente a de ferrador, intercalando-a mais tarde com a de estivador”.

“Mantendo a sua condição básica de lavrador, foi progressivamente aumentando os efetivos da sua exploração, atividade que viria a desenvolver até à sua passagem à situação de reforma”, explica a nota, informando que, em 1987, António Ferreira da Costa “iniciou a sua atividade como chocalheiro”, acabando por ganhar “grande notoriedade com a titularidade de único mestre desta arte com residência nos Açores”.

O município esclarece que, no Dia da Cidade de Angra do Heroísmo, a 21 de agosto, o chocalheiro foi distinguido por integrar a lista entregue na UNESCO.

O fabrico de chocalhos em Portugal, ofício e manifestação cultural que tem no Alentejo a sua maior expressão a nível nacional, foi ontem classificado pela UNESCO como Património Cultural Imaterial com Necessidade de Salvaguarda Urgente.

O fabrico de chocalhos, refere o dossiê da candidatura, é uma atividade metalúrgica associada essencialmente à pastorícia e consiste “na produção de um idiofone em ferro forjado, que é suspenso ao pescoço dos animais numa coleira”.

Em Portugal, há sete zonas onde ainda “moram” chocalheiros, muitos deles com idade avançada. O roteiro passa por três concelhos do Alentejo - Estremoz, Reguengos de Monsaraz e Viana do Alentejo -, e por Bragança, Tomar, Cartaxo e Angra do Heroísmo.


Fonte: Lusa

 

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