Economia

Empresa Santa Catarina deverá ter lucro em 2018

  • 25 de Novembro de 2015
  • 496 Visualizações, Última Leitura a 26 Agosto 2019 às 07:27
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Até 2018, a empresa de conservas de peixe de Santa Catarina deverá ter lucro, sendo que administração prevê que já em 2017 o resultado operacional da empresa seja positivo.

O presidente do conselho de administração, Rogério Veiros, recordou que quando o Governo Regional interveio na empresa esta apresentava “graves problemas financeiros” que desde então têm vindo a ser resolvidos e quenos próximos dois anos a empresa deverá ter um resultado operacional positivo.

“A empresa continua a ter um passivo elevado que é um peso (...). Em 2014 embora continuemos a ter resultados negativos, estes diminuíram, e ainda em 2015 vão continuar a diminuir. Em 2017, estou a trabalhar para termos um resultado de exploração positivo”, afirmou, acrescentando que o plano de negócios visa a obtenção de lucro em 2018.

Atualmente com 130 funcionários, a Santa Catarina tem vindo a apostar em produtos diferenciados em vez de apenas a tradicional conserva de atum.

“A nossa empresa está a realizar um processo de valorização e diferenciação da conserva porque vivemos numa Região que não tem o grau de competitividade dos nossos principais concorrentes, como a indústria espanhola”, revelou.

Esta aposta tem garantido diversos prémios à marca Santa Catarina, assim como aberto a porta a mercados exteriores. “Nos últimos anos na Feira de Santarém temos ganhos diversos prémios que nos têm dado grande notoriedade no mercado nacional. Este ano pela primeira vez tivemos um prémio internacional, o que teve um efeito brutal porque mal recebemos o prémio no País de Gales começamos logo a ser contactados para iniciarmos vendas do Reino Unido, revelou Rogério Veiros.

Estados Unidos da América,  Japão, Polónia, República Checa, Espanha , França, Alemanha são outros mercados fora de Portugal para os quais a empresa comercializa. “Há cinco anos a marca Santa Catarina era totalmente desconhecida no mercado nacional. Hoje qualquer loja ‘gourmet’, ou restaurante, nos contacta porque quer ter o nosso produto”, afirmou, realçando que as especialidades Santa Catarina “têm vindo a crescer de ano para ano e até duplicado as vendas”.

Outra aposta da empresa é a segmentação das diferentes marcas que possui. Assim enquanto a marca Santa Catarina se situa num patamar “premium”, a marca “Bonito dos Açores”, que atualmente  se encontra em processo de mudança de imagem, aposta na conserva de atum em posta. “O Bonito dos Açores terá uma imagem muito adaptada à Região para conseguirmos no mercado nacional aproveitar a boa imagem dos Açores e ganharmos quota de mercado”, realçou.


Fonte: Açoriano Oriental

 

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