Economia

Terceira em risco de ficar sem abate de aves

  • 21 de Outubro de 2015
  • 492 Visualizações, Última Leitura a 15 Setembro 2019 às 20:03
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A Terceira corre o risco de ter de enviar aves para abate em São Miguel.

O alerta foi dado pelo presidente da Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH), Sandro Paim, na última reunião do Conselho de Ilha da Terceira, na segunda-feira.

Segundo Sandro Paim, o único matadouro privado de aves da ilha Terceira corre risco de fechar, porque o matadouro público de São Miguel pratica "dumping" (o serviço estará a ser prestado abaixo do preço de custo).

Caso o executivo regional não resolva a situação, as aves da Terceira terão mesmo de ser abatidas em São Miguel, segundo o presidente da CCAH.

Abate público na TerceiraContactado por DI, o presidente do conselho de administração da Açoraves, António Ramalho, disse que a empresa até já sugeriu ao Governo Regional que ficasse responsável pelo abate, ficando a empresa encarregue apenas da distribuição.

A empresa está mesmo disponível para ceder as suas instalações para que o executivo faça o abate pelo preço praticado em São Miguel.

A situação da Açoraves está-se a tornar insustentável. Por enquanto, os administradores vão-se "aguentando" para evitar fechar portas, mas é difícil concorrer com os preços praticados pelo matadouro público de São Miguel.

A Açoraves foi criada há 10 anos e já nessa altura o matadouro público de São Miguel abatia aves a 11 cêntimos.

Segundo António Ramalho, a tabela utilizada ainda era do tempo em que Adolfo Lima era secretário regional da Agricultura e Pescas, num Governo Regional do PSD, ou seja, há quase duas décadas.

Só no início do ano essa tabela foi revista, mas o aumento não aliviou a Açoraves.

O custo de abate aumentou apenas dois cêntimos.

O matadouro privado da ilha Terceira pratica, no entanto, um preço superior a 40 cêntimos por abate.

A diferença é tão elevada, que o baixo custo praticado em São Miguel compensa os custos com o transporte para outras ilhas. Já houve mesmo um matadouro privado em São Miguel que fechou portas.

DI já tinha noticiado esta situação em junho de 2015 e na altura o matadouro da Terceira estava mesmo a ponderar apresentar uma queixa contra o matadouro público de São Miguel, por dumping.

A entidade está ainda a tentar resolver o problema "a bem". 

Fonte: Diário Insular

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