Economia

Governo dos Açores defende novas valências nas relações bilaterais Portugal/EUA

  • 16 de Outubro de 2015
  • 438 Visualizações, Última Leitura a 21 Agosto 2018 às 02:14
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O secretário regional do Mar, da Ciência e Tecnologia dos Açores defendeu hoje o surgimento de "novas valências" nas relações entre Portugal e os Estados Unidos da América (EUA), que apontou terem como referência a presença militar nos Açores.

“É minha firme convicção que os Açores, e Portugal, podem ter muito a ganhar se acrescentarem novas valências às relações históricas e diplomáticas já firmadas com os EUA, que têm sido particularmente assentes na longa presença do contingente militar norte-americano na ilha Terceira”, declarou Fausto Brito e Abreu.

Para assinalar três décadas de existência, a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) promoveu hoje, em Ponta Delgada, uma conferência sobre bioética, em que intervieram, na sessão de abertura, para além do governante, o presidente da organização, Vasco Rato, e John Olson, da Embaixada dos EUA em Lisboa.

Fausto Brito e Abreu considerou que existe um “vasto campo” de colaboração para que ambas as partes possam aproveitar o potencial geoestratégico dos Açores e explorar novos desafios que se colocam.

Referindo que a história do Atlântico está em “permanente mutação”, o responsável recordou que existem negociações em curso com os EUA para o estabelecimento de uma parceria de comércio e investimento transatlântico, de forma a incrementar as trocas comerciais com a Europa, bem como entre Portugal e a América.

Trata-se do Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento, mais conhecido como o TTIP (Transatlantic Trade and Investment Partnership).

O secretário regional declarou que os projetos de extensão da plataforma continental portuguesa - que afirmou estar já em “adiantada fase de investigação - têm “em grande parte” sido desenvolvidos a partir do mar dos Açores e revelam um “extraordinário potencial” de recursos vivos e minerais que podem ser colocados ao serviço da região, numa primeira instância, e de todo o mundo.

Fausto Brito e Abreu aludiu aos grandes desafios ambientais e de desenvolvimento sustentável global que se se enfrenta, às alterações climáticas, às questões de destruição de biodiversidade terrestre e marinha e à própria problemática do lixo marinho para citar exemplos “férteis” para a cooperação técnica e científica entre Portugal e os EUA.

O responsável afirmou que o Governo dos Açores vai continuar a promover na região as atividades da FLAD que são desenvolvidas em termos nacionais, encorajando os açorianos a participarem cada vez mais nelas.

“Queremos ver mais Açores na FLAD e gostaríamos também de continuar a colaborar no desenvolvimento de iniciativas específicas da fundação na região para termos também mais FLAD nos Açores”, declarou Fausto Brito e Abreu.

O Congresso norte-americano quer que o secretário da Defesa produza até 01 de março de 2016 um relatório sobre as valências da base das Lajes, incluindo sobre a sua capacidade de receber um centro de informações, sendo que a exigência faz parte do Orçamento das Forças Armadas dos EUA.

"Nenhum montante deve ser utilizado na construção do Centro de Análise Conjunta de Informações, na Base Aérea de Croughton, no Reino Unido, conforme secção 2301(b), até a Secretaria de Defesa certificar os comités de defesa da Câmara que determinou, com base numa análise dos requisitos operacionais, que esta localização permanece a localização ótima", lê-se no orçamento.

No âmbito da redução do contingente norte-americano nas Lajes (concelho da Praia da Vitória), deverão sair da base militar entre 420 a 430 trabalhadores portugueses, um processo que já se iniciou e que terminará em março.

Fonte: Açoriano Oriental

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