Economia

Eurodeputados querem maior proteção para artesanato

  • 7 de Outubro de 2015
  • 421 Visualizações, Última Leitura a 20 Maio 2019 às 06:28
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Registo de produtos como o Artesanato dos Açores vai contribuir para a sustentabilidade de postos de trabalho e para o turismo.

O Parlamento Europeu aprovou ontem um relatório que defende um sistema harmonizado de proteção das indicações geográficas para artesanato, bordados e cerâmica, como já acontece com os alimentos.

Os eurodeputados defenderam legislação comunitária que garanta o registo de produtos como o Artesanato dos Açores, os lenços de namorados do Minho ou a máscara de Vinhais, numa aprovação por 608 votos a favor, 43 contra e 43 abstenções.

Essa legislação poderia “explorar plenamente os efeitos económicos positivos da proteção das características distintivas e da qualidade destes produtos, prestar aos consumidores informação fidedigna sobre o local e o método de produção e preservar os conhecimentos e empregos”.

Segundo o relatório, o novo registo harmonizado poderia, ainda, combater a contrafação, promover a inovação nos processos de produção tradicionais, a criação de novas empresas, contribuindo para a sustentabilidade de postos de trabalho criados em zonas pouco desenvolvidas e para o turismo.

As pequenas e microempresas são responsáveis por cerca de 80% dos produtos locais típicos que podem ficar sob a proteção da indicação geográfica.

Um estudo encomendado pela Comissão Europeia avançou com produtos que poderão beneficiar do sistema de proteção, com Portugal a figurar com o Artesanato dos Açores, barro preto de Olho Marinho, bordados de Guimarães, Madeira, Castelo Branco e Viana do Castelo, cerâmica criativa e louça de Coimbra, ferro forjado de Coimbra, lenços de namorados do Minho, mantas de lã de Mértola, máscara de Vinhais, palitos floridos de Vila Nova de Poiares, renda de Bilros de Peniche, tapetes de Arraiolos e tecelagem de Almalaguês.

Já na semana passada a diretora de serviços do Centro Regional de Apoio ao Artesanato (CRAA) afirmou ao Açoriano Oriental que a criação de um sistema europeu de proteção das indicações geográficas trará vantagens para o Artesanato dos Açores.

“A adequação do processo de certificação vigente nos Açores ao observado no continente e na comunidade europeia prende-se sobretudo com a uniformização e validação dos processos de certificação e do seu valor formal quer de âmbito nacional, quer comunitário”, explicou Sofia Medeiros, adiantando que o CRAA irá iniciar esta transição de processos de registo com um lote de oito produtos: Bordado a Palha do Faial, Bordado a matiz de São Miguel, Bordado branco da Terceira, Rendas do Pico e do Faial, Miolo de Figueira do Faial, Trabalhos em dragoeiro do Pico, escama de peixe dos Açores e Bolos Lêvedos das Furnas.

Refira-se que na Região, data já de 1998 a criação da marca coletiva de certificação “Artesanato dos Açores” para os produtos manufaturados artesanalmente na Região Autónoma e que estão vinculados ao contexto geográfico e cultural geral e abrangente (Açores) onde ocorrem.

 

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