Economia

Verbas para o turismo não são suficientes

  • 2 de Outubro de 2015
  • 534 Visualizações, Última Leitura a 26 Agosto 2019 às 09:45
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O crescimento de 20% a 30% no setor do turismo merecia que, em 2016, lhe fossem destinadas mais verbas, defende Mário Fortuna, representante dos empresários.

O aumento das dotações, no plano regional para 2016, para o setor do turismo é, segundo Mário Fortuna, presidente da Câmara de Comércio e Indústria dos Açores, "manifestamente escasso".

Segundo o responsável, que falava à margem do Conselho de Concertação Estratégica, que decorreu quarta-feira em Ponta Delgada, seria de esperar, da parte das autoridades, um esforço que acompanhasse o crescimento a que o setor tem assistido, na ordem dos 20% a 30%.

O Governo Regional já fez saber que na anteproposta de plano para 2016 os investimentos destinados ao turismo são superiores em 7%, quando comparados com os deste ano.

"O aumento de 7% a 10% é para nós um aumento manifestamente escasso para acompanhar o efeito positivo que se tem registado na economia dos Açores", considerou Mário Fortuna, que admite, ainda assim, que o aumento global das verbas é positivo.

Para o presidente do organismo que representa os empresários no arquipélago, o aumento dos pagamentos, no âmbito dos transportes aéreos, para pagar dívidas atrasadas, é de assinalar.

No entanto, referiu, os valores "são manifestamente insuficientes" para que os transportes aéreos funcionem de forma mais regular e o turismo possa progredir, dando resposta à procura pelo destino Açores.


REFORÇO ABAIXO DO ESPERADO

Entretanto, o presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, entendeu que a anteproposta do plano regional de investimentos para 2016 contempla as medidas reivindicadas para o setor leiteiro, mas sublinhou que o reforço de verbas está abaixo do pretendido.

A Federação Agrícola dos Açores, recorde-se, reivindicava para o próximo ano um reforço financeiro de 20 milhões de euros, mas o aumento será de 11,8 milhões (cerca de 17%).

Ainda assim, o responsável diz manter a esperança num aumento dessas dotações, sobretudo na verba de cinco milhões relativos a medidas específicas para compensar a crise no setor - de acordo com a Federação, o setor leiteiro nos Açores perdeu, este ano, 30 milhões de euros.

A proposta apresentada pelo Governo Regional prevê, assim, para a agricultura cerca de sete milhões de investimentos; o reforço, já em 2015, do prémio à vaca leiteira em São Miguel e na Terceira, que passa de 145 para 190 euros por cabeça; a criação de uma linha de crédito de apoio ao pagamento de juros para as das explorações com empréstimos bancários já contraídos; e a antecipação do pagamento de 70% do prémio à vaca leiteira, do prémio à vaca aleitante e do prémio aos produtores.

Também o pagamento das medidas ambientais no setor será antecipado em 85%, no final do mês de outubro.


MAIS 14% PARA AS PESCAS

Nas pescas, o aumento de 14% previsto para o setor, na proposta do plano regional para 2016, foi considerado positivo pela Federação das Pescas dos Açores, que diz que o montante corresponde ao que foi solicitado pelo organismo.

O Executivo Regional, lembre-se, pretende aumentar em mais 3,3 milhões de euros o investimento no setor."Para responder a todas as situações 14% não seria suficiente, mas dentro daquilo que estávamos a perspetivar concordamos com o que foi apresentado", afirmou o representante dos pescadores açorianos, Gualberto Rita.

De acordo com o presidente da Federação das Pescas dos Açores, é preciso que sejam tomadas medidas para tornar o setor pesqueiro cada vez mais sustentável.

O abate de embarcações é apontado, por Gualberto Rita, como uma das medidas a tomar para evitar um sobre-esforço de pesca nos mares do arquipélago.

 

 

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