Economia

Terceira tem casas para todos os espiões

  • 19 de Setembro de 2015
  • 489 Visualizações, Última Leitura a 21 Abril 2019 às 12:30
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O Governo Regional não aceita que o Departamento de Defesa utilize o argumento da indisponibilidade de casas na Terceira para justificar a decisão de não instalar o Complexo de Inteligência e Análise na Base das Lajes.

Isso mesmo foi dito a John McCain, presidente da Comissão dos Serviços Armados do Senado dos Estados Unidos da América (EUA), numa carta, de sete de agosto, assinada pelo presidente do Executivo açoriano.

Na missiva, Vasco Cordeiro socorre-se de informações prestadas pelos presidentes das Câmaras Municipais da ilha para sublinhar que há, pelo menos, 1693 habitações disponíveis para arrendamento nos dois concelhos.

Na verdade, refere ainda, cerca de 400 foram, até há pouco tempo, ocupadas por militares estacionados nas Lajes e pelas suas famílias.

De resto, lembra, só a infraestrutura militar da Terceira dispõe de 452 unidades individuais de habitação, para além dos dormitórios e dos alojamentos destinados a albergar visitantes.

"Mesmo se, e no caso das habitações fora do perímetro da Base das Lajes, hipoteticamente considerássemos que apenas metade do total corresponderia às condições requeridas para albergar os militares e as suas famílias, continuaríamos a ter mais de 840 unidades disponíveis para esse uso. É, por isso, claro que não há indisponibilidade na Terceira para acolher os militares e as suas famílias e que as notícias e os relatórios são, no melhor dos cenários, uma mistificação ou falta de estudo", escreve.

No caso de, e mesmo assim, a habitação ser insuficiente, o presidente do Governo Regional mostra-se disponível, nessa carta, para avançar com medidas de apoio para ajudar a desenvolver o mercado imobiliário na ilha.

Essas medidas - DI sabe que uma dela seria crédito bonificado para a recuperação de casas - poderiam ser aplicadas de forma faseada, de forma a prevenir a rutura das respostas existentes.O Executivo Regional compromete-se a fazê-lo desde que os EUA deem garantias do uso desses espaços.


MÁS COMUNICAÇÕES?

Para além da alegada limitação do mercado imobiliário na Terceira, outra das razões invocadas para a não instalação do Complexo de Inteligência e Análise na Base das Lajes teve que ver com aquilo que o Departamento de Defesa entendeu serem restrições ao nível das comunicações.

Aquele órgão norte-americano, recorde-se, entendia que seriam necessários investimentos na ordem dos 400 milhões de dólares em cabos submarinos, uma vez que, por omissão ou falta de dados - é o que os EUA estão a tentar compreender - foi argumentado que a ilha só dispunha de uma saída, ao nível das comunicações, e com baixas capacidades.

Esses dados já foram, entretanto, refutados pelo Comité Permanente na área das Informações, liderado por Devin Nunes.

DI sabe, aliás, que por iniciativa regional decorreu, na Terceira, um encontro entre empresários portugueses e técnicos americanos para  avaliar, exatamente, a capacidade dos referidos equipamentos.

Essa avaliação concluiu que os cabos submarinos instalados na ilha não só dispõem de redundâncias, como também têm uma capacidade muito superior ao máximo daquela que poderia ser necessária por parte do Complexo de Inteligência e Análise.

Essas informações, assim como os documentos que as suportam, estão já na posse do Congresso dos EUA.

O nosso jornal sabe, ainda, que a diplomacia inglesa tem reagido mal aos esforços desenvolvidos pela Região no sentido de defender a instalação do complexo na Base das Lajes. Recorde-se que a base selecionada para acolher o centro em causa é em Croughton, Inglaterra.

 

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