Economia

Salário mínimo pode provocar desemprego

  • 22 de Dezembro de 2009
  • 228 Visualizações, Última Leitura a 24 Novembro 2017 às 12:47
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“Consideramos que o aumento do rendimento disponível das famílias é importante para a retoma da economia açoriana, mas temos que ter em conta que as empresas não podem assumir encargos que colocam em causa a sua viabilidade”, referiu.

Por outro lado, Sandro Paim assegura que “está tudo em aberto” no que se refere à negociação dos contratos colectivos de trabalho com os sindicatos, recusando-se a revelar se em alguns sectores será proposto o congelamento de salários.

Entretanto, o Presidente da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD), Mário Fortuna, defendeu que as empresas açorianas “não podem ir contra a corrente” em matéria de aumentos salariais no próximo ano.

Falando após uma reunião com empresários de São Miguel e Santa Maria para abordar a estratégia a seguir nas negociações sobre aumentos salariais com os sindicatos, Mário Fortuna referiu que existiu um “consenso” sobre os efeitos “imperiosos da crise”.

“Cada empresa tem uma posição própria sobre a questão salarial, mas a tendência apurada nos encontros foi de que nesta, como em outras questões, não se “pode ir contra a corrente”, acrescentou.

Mário fortuna recusou-se, no entanto, a comentar a possibilidade de um congelamento de salários nas empresas açorianas em 2010.

Para a dirigente regional da CGTP - Intersindical, Graça Silva, os empresários açorianos “esquecem-se de referir que pagam menos impostos na região em relação ao continente e que isso é mais que suficiente para compensar a diferença que existe no salário mínimo”.

Graça Silva frisou que “apenas cinco por cento dos trabalhadores açorianos recebem o salário mínimo”. A dirigente sindical assegurou que o congelamento dos aumentos salariais “é uma questão que nem sequer admitimos”.

Por seu turno, o dirigente regional da UGT, Francisco Pimentel, defende que o aumento do salário mínimo e o pagamento do acréscimo para compensar a insularidade “são factos consumados” tendo em conta que existe um acordo nesse sentido a nível da concertação social nacional e num diploma regional.

Quanto ao congelamento de aumentos salariais, Francisco Pimentel considera que só poderão ocorrer “caso a caso” tendo por base a situação das empresas.

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