Economia

Recusa de uso de placas militares é recorrente e intolerável

  • 12 de Setembro de 2015
  • 489 Visualizações, Última Leitura a 17 Setembro 2019 às 22:49
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O secretário regional do Turismo e Transportes enviou uma carta ao Comandante da Zona Aérea dos Açores a reivindicar maior flexibilidade por parte do Centro de Operações Aéreas da Base Aérea nº 4 na autorização de pedidos de utilização de placas de estacionamento militares.

A carta, a que DI teve acesso, surgiu depois de, esta quinta-feira, um Airbus 320 da TAP, com 144 passageiros a bordo, ter estado parado, com os motores em funcionamento, ao fundo da pista, durante cerca de meia hora, sem espaço na placa civil e sem autorização para operar nas placas militares, que estavam vazias. Segundo Vítor Fraga, este tipo de situações tem sido recorrente, o que é "intolerável".

 

Três recusas em duas semanas

Em declarações à Antena 1/Açores, o secretário regional do Turismo e Transportes disse que desde o dia 27 de agosto até esta quinta-feira foram efetuados quatro pedidos de autorização para utilização das placas militares e "apenas um foi concedido".

"Isto é uma situação intolerável e as coisas não podem funcionar desta forma.Esta situação torna-se agravada pelo número de vezes em que ocorre", frisou.

Na carta enviada ao Comandante da Zona Aérea dos Açores, Vítor Fraga salientou que o Centro de Operações Aéreas da Base Aéreas nº4 tem mantido uma "posição muito pouco flexível" na autorização da utilização de outras placas sempre que se verificam congestionamentos na placa C, o que disse não ser "compatível com as necessidades das companhias aéreas que voam para ilha Terceira, nem dos passageiros que são transportados por estas, já para não falar da má imagem que estas situações causam ao destino e dos prejuízos inerentes".

"Isto é uma situação que não pode assentar na alimentação de egos assentes no pequeno poder, no poder pelo poder, ignorando a importância que a própria aviação civil tem para a economia da ilha Terceira", frisou, em declarações à Antena 1/Açores.

Questionada sobre o incidente desta quinta-feira, a Força Aérea Portuguesa disse que "não se encontrarem momentaneamente reunidas as condições de operação aplicáveis a aeronaves civis, designadamente a necessidade de equipamentos destinados a passageiros com mobilidade reduzida", mas salientou que iria tomar "medidas ao seu alcance no sentido de agilizar tanto quanto possível futuras situações desta natureza".

No entanto, fontes da aerogare civil das Lajes garantiram ao DI que a versão militar "não passa de uma desculpa", uma vez que os passageiros com mobilidade reduzida, no caso um à chegada e dois à partida, estavam capazes de se deslocarem pelos seus pés, só necessitando de cadeira de rodas dentro da aerogare.

A mesma fonte disse que no dia 27 de agosto um avião da SATA Internacional esteve 50 minutos à espera, com os motores a funcionar, pelos mesmos motivos, e nesse caso não havia a bordo qualquer caso de mobilidade reduzida.

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