Economia

Há mais leite mas menos queijo

  • 10 de Setembro de 2015
  • 483 Visualizações, Última Leitura a 16 Dezembro 2017 às 01:36
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O leite entregue nas fábricas está a crescer nos Açores, mas a produção de queijo está a diminuir, segundo dados presentes numa síntese de indicadores, elaborada pela Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo.

Entre Janeiro e Junho de 2015, foram entregues cerca 330 milhões de litros de leite nas fábricas dos Açores, o que correspondeu a um aumento de 31,13% em comparação com o mesmo período de 2014.No entanto, esse aumento não se reflete num crescimento da produção de queijo.

O produto foi aliás o único em que se registou uma quebra em comparação com o ano passado. Entre janeiro e junho de 2015 produziu-se menos 6% de queijo (14.277 toneladas).

Por outro lado, a produção de leite em pó foi a que mais cresceu no mesmo período, registando-se um aumento de 28,58% em comparação com 2014 (10.900 toneladas).

Também a manteiga registou um aumento de 24,69% (6.409 toneladas), mas é o leite para consumo que ocupa uma fatia maior da utilização do leite que é entregue nas fábricas.

Em 2015, foram transformados em leite para consumo 77.678 litros, o que correspondeu a um crescimento de 10,54%.

Em 2015, também se registou um crescimento da produção de natas (16,48%), ainda que representem apenas 106 litros.

A produção de iogurtes também pouco significativa (188 toneladas), tendo-se mantido praticamente igual ao período homólogo.

No segundo trimestre deste ano, os Açores venderam 46,9 toneladas de produtos lácteos, o que correspondeu a 69,9 milhões de euros, registando-se uma quebra de 6% na quantidade comercializada e uma redução na faturação de 11%, em relação ao período homólogo.

A comercialização fora dos Açores diminuiu 6,6%. A economia regional absorveu 13,2% da quantidade comercializada, o que ainda assim correspondeu apenas a 10,2% do valor faturado.

O leite para consumo foi o produto mais comercializado (30,9 mil toneladas), mas o queijo apesar de representar apenas 14,3% da quantidade comercializada de produtos lácteos, é o produto com maior faturação (32 milhões de euros).


Mais exportações

No segundo trimestre deste ano, o défice da balança comercial dos Açores diminuiu. As exportações cresceram 8,7% em comparação com o mesmo período do ano passado (29,9 milhões de euros).

Por outro lado, as importações diminuíram 8% (37 milhões de euros). Nesse sentido, o saldo mantém-se negativo, mas passou de 10,2 milhões de euros para 7 milhões de euros.

Nas exportações destacam-se, por exemplo, as conservas que apesar de registarem uma diminuição de 9,8% em volume (2651 toneladas), aumentaram 14% no valor, rendendo 15,9 milhões de euros.

Os produtos da pesca ainda assumem um bolo importante nas exportações, representando 4,7 milhões de euros, mas houve um decréscimo de 4,17% nas exportações de peixe fresco (por via aérea) entre janeiro e junho, em comparação com o período homólogo.

Se for comparado apenas o segundo trimestre do ano, houve uma descida de 26,1% em comparação com igual período do ano passado (597,7 toneladas).

A pesca descarregada caiu 23,6% no segundo trimestre de 2015, em relação aos mesmos meses de 2014. Enquanto peixes (23,6%) e moluscos (10,1%) diminuíram, houve um aumento na apanha de crustáceos (68,2%). A captura de tunídeos diminuiu 49,8%.

Também se registou uma diminuição no número de animais (3,1%) e no peso (0,8%) de carne de bovino exportados no segundo trimestre de 2015, em comparação com o período homólogo.

A produção de carne cresceu 6,1% no segundo trimestre de 2015, registando-se um aumento de 7,8% no abate de aves, 5,8% no abate de bovinos e de 5,5% no abate de suínos. Saíram da região menos 56,6% de cabeças de gado.

Em relação à construção, os dados indicam que houve um crescimento do número de edifícios licenciados em 7,9%, no segundo trimestre de 2015, em comparação com igual período do ano passado.

Mais de metade das licenças foram atribuídas e novas construções, das quais cerca de metade se destinavam a habitações. No entanto, a venda de cimento desceu 0,9%.


Atividade económica a descer

O Indicador de Atividade Económica situava-se em junho nos 3,2%. Depois de ter vindo sempre a subir setembro de 2014, o IAE tem registado ligeiras quebras desde fevereiro deste ano.

O indicador, calculado pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores, tem por base vários indicadores, sendo que alguns aumentaram e outros diminuíram nos últimos 12 meses: o leite de vaca entregue nas fábricas (+9,8%), a pesca descarregada (-29,1%), os edifícios de construção licenciados (-5,9%), a venda de cimento (-10,3%), a energia elétrica produzida (-0,4%), o abate de carne (+0,7%), o leite para consumo (+9,2%), as dormidas em estabelecimentos hoteleiros (+9,5%), o desembarque de passageiros em aeroportos (+12,1%) e a venda de automóveis novos (+25,1%).

A taxa de variação média do Índice de Preços no Consumidor, nos últimos 12 meses, subiu 0,58%. Os maiores aumentos nos preços registaram-se nas bebidas alcoólicas e tabaco, na habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis e nas comunicações. Por outro lado, os preços caíram no vestuário e no calçado.

A taxa de inflação média nos Açores subiu para 0,58%, enquanto a nível nacional se manteve nos 0,13%.

 

Desemprego em queda

No segundo trimestre de 2015 e em comparação com os mesmos meses de 2014, a população empregada cresceu 5,7% (mais 5.862) e o número de desempregados diminuiu 29,2% (menos 5.681).

A taxa de desemprego desceu 4,7 pontos percentuais, situando-se agora nos 11,3%, mas a taxa de desemprego jovem é de 30,2%. A população ativa cresceu 0,1% e a taxa de atividade é de 49,2%.

Os empréstimos concedidos a sociedades não financeiros cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2015, mas os empréstimos concedidos às famílias desceu 2,9%. No primeiro caso, o crédito mal parado cresceu 3 milhões de euros (164 ME), enquanto no segundo diminuiu 1 milhão (139ME).

Os depósitos aumentaram 11,9%, sendo a parcela mais representativa as poupanças dos particulares (76,2%).

 

DORMIDAS E PROVEITOS CRESCERAM EM QUASE TODAS AS ILHAS

Turistas ficam menos tempo

A estada de turistas nos Açores está a diminuir, mas o número de turistas e os proveitos estão a crescer, em quase todas as ilhas, de acordo com dados recolhidos pela Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo.

Em média, os turistas ficam três dias nos Açores, mas a permanência  caiu 2,2%. Quase todas as ilhas registam uma quebra, ainda que o número varie entre dois a três dias. Só contrariam a tendência Pico, Flores, São Jorge e Faial. No entanto, os proveitos não caíram, antes pelo contrário.

De um modo global, os Açores registaram um aumento dos proveitos totais de 20,4% no período de janeiro a junho, em comparação com o período homólogo.

Contabilizando apenas os proveitos das dormidas, o crescimento foi de 22,3%.

No total, só o mês de junho rendeu 6,3 milhões de euros de proveitos do turismo e entre janeiro e junho amontoaram-se mais de 20 milhões.Na análise por ilhas, só Graciosa (-12,9) e Santa Maria (-4,6) apresentam quebras nos proveitos totais.

São Jorge foi a ilha que cresceu mais (44,8%), seguida do Pico (28,1%) e de São Miguel (25,1%).

A Terceira registou um aumento de 7,2% nos proveitos totais.Mais de metade dos proveitos totais dos Açores ficam em São Miguel (69%). Na Terceira, ficam 13,3% e no Faial 8,1%.


Mais dormidas

O número de dormidas também cresceu em quase todas as ilhas, com exceção da Graciosa (-15,5%) e de Santa Maria (-7,2%).

No total, entre janeiro e junho houve um crescimento, em comparação com o mesmo período de 2014, de 23% nas dormidas. São Jorge (38,9%) e Pico (31,2%) registaram as maiores subidas.

A Terceira cresceu 8,2%.

Entre janeiro e junho foram mais os estrangeiros a visitar os Açores do que continentais, mas foi o mercado português que mais cresceu em comparação com o período homólogo.

No entanto, quando a comparação é feita por ilha apenas em São Miguel o número de turistas estrangeiros ultrapassa os turistas nacionais.

Apesar do crescimento significativo do turismo nos Açores, a taxa líquida de ocupação por cama situava-se, em junho, de um modo geral, pouco acima da metade (54,8%).

São Miguel foi a ilha em que a taxa de ocupação foi superior (69,1%), o que representou um crescimento em relação ao período homólogo de 12,1 pontos percentuais.

A Terceira surge em quarto lugar, depois de Pico e Faial, com 39,1% de ocupação, o que representa um aumento de 6 pontos percentuais, em comparação com 2014.

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