Economia

Empresários da Terceira "fartos" de promessas

  • 10 de Setembro de 2015
  • 276 Visualizações, Última Leitura a 16 Dezembro 2017 às 01:30
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Os empresários da ilha Terceira dizem estar fartos e cansados de promessas por cumprir no setor do turismo.

Queixam-se das ligações aéreas e da falta de ação na implementação de planos. "Já basta de jogos políticos, de promessas não cumpridas.

Estamos fartos de promessas", salientou o presidente da Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH), numa conferência de imprensa, onde estiveram dezenas de empresários.

Segundo Sandro Paim, há um "estrangulamento" nas viagens entre a Terceira e o continente, mas também nos encaminhamentos para outras ilhas, o que tem feito com que os turistas optem por outras ilhas com passagens mais baratas e melhores ligações.

"Pergunte-se aos agentes de viagens, aos operadores, se têm lugares para vender para a Terceira e a que valores é que têm. Há um estrangulamento muito forte quer nos encaminhamentos, quer nos lugares disponíveis de e para a Terceira. Isso tem de acabar, não pode acontecer", frisou.

O representante dos empresários criticou PSD, CDS-PP, Governo Regional e Governo da República por terem anunciado a vinda de companhias de baixo custo para a ilha Terceira, criando "expetativas" nos empresários.

"Todos quiseram ser o pai da criança, quando foram anunciadas as 'lowcost', agora que foi anunciado infelizmente pelos responsáveis da EasyJet e Ryanair que não vêm este ano para a Terceira, todos estão a atirar as culpas uns aos outros. Isto não é admissível e os açorianos não podem aceitar isto", apontou.

O clima de "incerteza" sobre os voos 'lowcost' já levou a que alguns empresários tivesse desistido de investir no setor do turismo na ilha Terceira, segundo o presidente da CCAH, que reivindicou explicações, antes das eleições legislativas, sobre a operação aérea nos próximos anos.

Os empresários querem saber em concreto o que está a ser feito pelos governos da região e da República para trazer voos 'lowcost' para a ilha Terceira, quando terão início esses voos 'lowcost' e as operações charter anunciadas para Boston e Madrid e o porquê da escolha destes mercados em vez de mercados já consolidados nos Açores, como Alemanha, Reino Unido ou Holanda.

O presidente da CCAH quer que o executivo açoriano diga também quando se inicia o reforço da operação da SATA Internacional e da SATA Air Açores, previsto no Plano de Revitalização Económica da Ilha Terceira.

O PREIT prevê ainda a criação de um plano de animação turística para a ilha Terceira, que os empresários dizem não saber em que ponto está nem qual a sua utilidade, já que o plano estratégico para o turismo nos Açores, cuja apresentação estava prevista para abril, deveria incluir também medidas para a ilha Terceira.

"Nós já fizemos planos estratégicos, o que agora precisamos é gastar dinheiro na implementação dos planos estratégicos e das medidas que são necessárias para a captação de fluxo", salientou Sandro Paim.

Os empresários questionam ainda em que ponto está a certificação do aeroporto da ilha Terceira, de quem é a responsabilidade por ela não estar concluída e se isso condiciona a vinda das 'lowcost' ou de outras companhias.

A câmara de comércio saber quando avança a construção de um terminal de carga no aeroporto da ilha Terceira e quando será implementado um pacote de incentivos de atração de escalas técnicas, também previsto no PREIT.

A CCAH reivindica também o reforço de lugares nas ligações de avião par a Graciosa e a existência de ligações marítimas entre as ilhas Graciosa, Terceira e São Jorge, durante todo o ano.

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