Economia

Novos barcos da Atlânticoline deverão estar a operar em 2018

  • 8 de Setembro de 2015
  • 1779 Visualizações, Última Leitura a 26 Maio 2019 às 15:21
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João Ponte revelou que o novo concurso público deverá ser lançado até janeiro de 2016 e que os  novos navios deverão começar a operar em 2018.

O presidente da Atlânticoline afirmou ontem que os Açores “só deverão” ter novos navios em 2018 e que o fretamento, até agora, já custou 54 milhões de euros.

“A nossa expectativa é até final do ano ou início de janeiro de 2016 lançar novo concurso público. Os dois novos navios só deverão começar a operar em 2018, se tudo correr bem, e até lá a opção passa pelo fretamento”, disse João Ponte, acrescentando “não ter dúvidas” sobre a necessidade da região adquirir dois barcos.

João Ponte, em funções há cinco meses, foi ouvido pela comissão de inquérito do parlamento açoriano ao transporte marítimo de passageiros e infraestruturas portuárias no arquipélago, em Ponta Delgada.

O administrador da Atlânticoline destacou “um conjunto de vantagens” da aquisição de dois navios iguais, desde logo, ao nível da poupança de seis milhões de euros anuais relativos ao fretamento, criação de 87 novos postos de trabalhos e melhoria da qualidade do serviço, entre outras.

Em novembro, o Governo dos Açores anunciou a autorização da repetição do concurso internacional da Atlânticoline para a construção de dois barcos com capacidade para 650 passageiros, no valor de 85 milhões de euros.

A Atlânticoline anunciou em setembro a anulação do primeiro concurso por nenhum dos estaleiros candidatos ter reunido “todas as exigências do caderno de encargos”.

A decisão de comprar estes barcos não tem sido  pacífica, com os críticos a considerarem que não existe mercado no arquipélago para um investimento em dois barcos desta dimensão.

 

Carlos Reis revela razões da sua demissão

O antigo administrador da Atlânticoline Carlos Reis revelou ontem que as razões da sua demissão em fevereiro estiverem “exclusivamente” relacionadas com o facto de “não terem sido cumpridas responsabilidades financeiras por parte do Governo Regional no valor de sete milhões de euros”.

“A situação à minha saída da Atlanticoline estava completamente saneada do ponto vista financeiro, muito devido a termos recebido dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo dinheiro há muito devido [relativo ao processo do navio Atlântida]”, disse, acrescentando que quando deixou a empresa o valor de endividamento “era residual”.

Recorde-se que Carlos Reis se  demitiu em fevereiro da presidência da Atlânticoline, após cinco anos à frente da empresa, alegando “razões empresariais”, nomeadamente, “responsabilidades que não estão a ser cumpridas pela tutela [Governo Regional dos Açores]”.

Estas declarações foram feitas na primeira audição da comissão de inquérito do parlamento ao transporte marítimo de passageiros e infraestruturas portuárias no arquipélago, ontem em Ponta Delgada.

Na ocasião  Carlos Reis afirmou ainda discordar da transferência da sede social da empresa pública de São Miguel para o Faial, na sequência da fusão com a Transmaçor.

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