Economia

Setor do leite recebe 500 milhões para ajuda de emergência

  • 8 de Setembro de 2015
  • 494 Visualizações, Última Leitura a 26 Maio 2019 às 15:10
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A Comissão Europeia vai desbloquear 500 milhões de euros para ajuda de emergência aos produtores de leite dos vários estados-membros.

Recorde-se que agricultores e organizações que os representam, provenientes de diversos países da União Europeia, manifestaram-se, ontem, em Bruxelas, para exigir mais apoios para o setor, que está a sofrer com o fim do sistema de quotas.

Ao DI, o presidente da Associação Agrícola da Ilha Terceira (AAIT), José António Azevedo, adiantou que a associação não se fez representar no protesto, mas que se identifica "claramente" com as reivindicações apresentadas.

Classificou a decisão da Comissão Europeia como "um dado positivo, de que está desperta para a situação", mas defendeu que é preciso agora ver como vai ser a ajuda aplicada e que outros passos irá a União Europeia dar para solucionar a grave crise instalada.

Esta manifestação decorreu ao mesmo tempo que os ministros da Agricultura dos 28 países se reuniam para debater o atual momento que o mercado atravessa. Desse encontro saiu então a decisão de avançar com 500 milhões para apoio extraordinário.

José António Azevedo sustentou que as explorações leiteiras da ilha têm vindo a realizar ajustes que lhes permitam uma maior eficiência, mas avisou que a situação não se pode arrastar durante muito mais tempo, sob risco de rutura. "É preciso uma resposta europeia", resumiu.

Na raiz do excedente de leite que se faz sentir no mercado europeu estão questões como o desaparecimento do sistema de quotas leiteiras, o embargo russo, a desaceleração da procura por parte dos mercados emergentes e também uma baixa no consumo no seio da própria Europa, enumerou o dirigente agrícola.

Quanto a medidas que Bruxelas podia adotar, José António Azevedo sugere "alguma intervenção nos produtos já transformados, cuja oferta é excedente, baixando-a na distribuição", bem como a adoção de tetos de produção por país ou para toda a Europa, que podiam depois ser ajustados às diversas realidades.

Finalmente, surge a necessidade de serem criadas mais medidas de compensação, especialmente dirigidas para regiões ultraperiféricas como os Açores ou para zonas de montanha, onde a economia assenta muito na produção de leite.

A Região esteve representada no protesto, através da Federação Agrícola dos Açores.

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