Economia

Dilúvio em Angra do Heroísmo encerra centro da cidade

  • 5 de Setembro de 2015
  • 427 Visualizações, Última Leitura a 22 Agosto 2019 às 10:01
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A circulação no centro histórico de Angra do Heroísmo esteve, ontem, encerrada.

As chuvadas que caíram entre cerca das 14h00 e as 16h00, não fizeram vítimas, mas provocaram estragos e inundaram as principais ruas da cidade - Rua Direita, nomeadamente.

Relatos e fotografias partilhadas nas redes sociais dão conta de um cenário poucas vezes visto.

A calçada do passeio do início da Rua Direita foi arrancada, as pedras apoderaram-se da Praça Velha, a água entrou nas casas e fez danos em viaturas e há registos de acidentes rodoviários.

A pressão das chuvas fortes fez transbordar ribeiras e grotas - algumas rotas artificiais chegaram, mesmo, a rebentar -  e foi por isso que a água invadiu as estradas.

Para além do centro de Angra do Heroísmo, o trânsito esteve interdito, também, na Vila Maria, no Largo de São Bento - os clientes das grandes superfícies comerciais da freguesia ficaram retidos nos estabelecimentos -, na Vinha Brava, nas Figueiras Pretas e na Ribeirinha, onde a ribeira também transbordou.

Segundo informações do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores e do Serviço Municipal de Proteção Civil de Angra do Heroísmo, decorreram sete realojamentos temporários.

No total, e até ao fecho desta edição, tinham sido registadas 170 pedidos de ajuda, tendo sido registados, ainda, dois feridos ligeiros, devido a uma queda.

De acordo com o Instituto Português da Atmosfera e do Mar, em algumas zonas da Terceira choveu, entre as 14h00 e as 15h00, 19 litros por metro quadrado. Já entre as 15h00 e as 16h00, esse valor subiu para os 37 litros. Zonas como os Biscoitos e os Altares escaparam ao dilúvio.

 

COMERCIANTES AFETADOS

Não foi só nas habitações que a chuva provocou estragos. Também estabelecimentos comerciais, cafés (na Rua Direita as esplanadas ficaram submersas) e hotéis sofreram as consequências da força da água.

Foi o caso do Angra Marina Hotel, no Cantagalo. Américo Gonçalves, proprietário, viu a água atingir uma altura de 20 centímetros na parte baixa do estabelecimento hoteleiro, na Estrada Pêro de Barcelos, e temeu pelo pior.

Não foi, ainda assim, um cenário que não esperasse. "Aquando da construção da estrada à frente do hotel estivemos quase dois anos com problemas de terras e com dificuldades no acesso - se houvesse uma catástrofe, aliás, nem os bombeiros poderiam chegar. Nós avisámos, também, quando o pavimento do passeio foi retirado, que a estrada ficaria muito baixa. A cota baixou 20 centímetros. Reagimos, chamámos a atenção porque a rua não tinha inclinação suficiente, porque não tinha escoamento. Agora, temos a água no hotel", disse.

Há estragos, avançou o responsável, embora ainda não estejam contabilizados. O maior receio, ainda assim, era que as chuvas afetassem os quadros elétricos do estabelecimento hoteleiro.

Entretanto, o Museu de Angra do Heroísmo fez saber que estará encerrado hoje e amanhã, devido a inundações no edifício.

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