Economia

Vinda das lowcost para a Terceira promete demorar a descolar

  • 3 de Setembro de 2015
  • 700 Visualizações, Última Leitura a 17 Junho 2019 às 10:40
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O aeroporto das Lajes deve demorar a receber voos de companhias aéreas lowcost.

A EasyJet avançou não estar interessada em explorar tão cedo esta rota e a Ryanair revelou ontem que fez uma proposta ao Governo da República para voar para a Terceira, mas que esta foi recusada.

DI sabe que houve negociações com as duas transportadoras.Recorde-se que a vinda em breve das lowcost para a Terceira foi anunciada no início de julho pelo líder do PSD/Açores Duarte Freitas, informação depois confirmada pelo Ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Marques Guedes.

Segundo o ministro, em cima da mesa estava a realização de dois ou três voos semanais, assegurados por companhias aéreas de baixo custo.

No entanto, as negociações parecem agora não ser fáceis. Numa conferência de imprensa realizada ontem, o presidente executivo da Ryanair, Michael O'Leary, citado pelo "Diário Económico", afirmou: "Queríamos voar para a Terceira de Lisboa mas o Governo rejeitou a nossa proposta".

Michael O'Leary respondia às perguntas dos jornalistas, que o questionaram sobre se a proximidade de eleições legislativas, marcadas para outubro, pode estar a travar a tomada de decisões pelo atual Governo da República.

Já em entrevista ao jornal "Correio dos Açores", José Lopes, responsável pela EasyJet em Portugal, colocava fora de hipótese a realização de voos a breve trecho para a Terceira.

Por agora, a companhia aérea de baixo custo está focada em explorar a rota de São Miguel.

"Nós continuamos a dizer o que dissemos no início. Vamos primeiro ver como é que o mercado de Ponta Delgada evolui", afirmou. "Quando o mercado foi liberalizado, pedimos que fossem quatro rotas liberalizadas (Ponta Delgada-Lisboa; Ponta Delgada-Porto; Terceira-Lisboa; e Terceira-Porto). Aquilo que dissemos é que havia uma (Ponta Delgada) que era muito mais forte do que as outras três, mas admitíamos que, no futuro, as outras três também poderiam ter potencial para poderem funcionar de forma liberalizada", precisou.

Do ponto de vista da Easyjet, iniciar uma operação rumo à Terceira é uma decisão que não deve ser apressada. "Vamos fazer um ano de operação em Ponta Delgada, vamos analisar os resultados e, depois, vamos analisando as outras oportunidades que vão surgindo", acrescentou.

Lembrou o ditado segundo o qual "Roma e Pavia não se fizeram num dia", adiantando: "Vamos com calma fazer com que esta rota de Ponta Delgada funcione cada vez melhor, de forma sustentável no futuro, que acho que é o ponto mais importante: É que estes passageiros todos, estes turistas todos que estão a começar a vir continuem, ano após ano, a escolher o arquipélago".

Não existia, até ao fecho da edição, uma posição do Governo da República sobre esta matéria.Entretanto, a candidatura do PS/Açores às eleições legislativas exigiu que o executivo de Passos Coelho esclareça porque recusou a proposta da Ryanair.

Lara Martinho, candidata do PS, lamentou que os terceirenses tenham ficado a saber, pela voz do presidente da companhia aérea que "terá havido a hipótese daquela empresa passar a voar para a Terceira e que foi recusada por este Governo da República".

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