Economia

Ainda não há solução para a carga na Terceira

  • 26 de Agosto de 2015
  • 463 Visualizações, Última Leitura a 18 Outubro 2018 às 01:28
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Os empresários da ilha Terceira reivindicam ligações diretas a Lisboa e uma mudança nos horários de chegada e partida dos navios de carga.

Nos últimos três meses têm-se intensificado os atrasos na chegada dos navios de carga ao Porto da Praia da Vitória. Contam-se pelo menos 15 os atrasos de um, dois ou até três dias, nos meses de junho, julho e agosto.

A reivindicação foi transmitida, na segunda-feira, ao secretário regional do Turismo e Transportes, numa reunião em que participaram cerca de 15 empresários importadores e exportadores.

Segundo Rui Amaral, da empresa que detém os supermercados Aki Perto, a solução terá que passar pela sensibilização do armadores ou pela alteração da legislação, já que as entregas têm decorrido dentro do que estipula o Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM).

Os navios entregam a carga dentro de sete dias úteis, no entanto, alteram o horário de chegada e partida em cima da hora, o que causa prejuízos aos empresários.

Segundo Rui Amaral, o ideal para os empresários da Terceira seria uma ligação direta a Lisboa, em que o navio chegasse à Praia da Vitória na segunda-feira, partisse para outras ilhas do grupo central e regressasse à Terceira na sexta-feira, chegando de novo a Lisboa na segunda. "Cerca de 40% da carga que chega do continente é para o grupo central", salientou.

O Plano de Revitalização Económica da Ilha Terceira (PREIT) prevê ligações diretas bissemanais entre a Terceira e o continente, mas até à data os navios continuam a fazer Lisboa-Ponta Delgada-Praia da Vitória, isso quando não se deslocam primeiro a outra ilha.

No entanto, o maior problema atualmente é o facto de o navio não chegar à Terceira à segunda-feira, o que para os empresários importadores é fundamental, tendo em conta as necessidades de abastecimento e os percursos que têm de ser feitos depois para outras ilhas.

Outro dos problemas registados é a imprevisibilidade dos horários, porque apesar de os navios estarem programadas para a terça ou para a quarta-feira, na segunda-feira os empresários são avisado de que o horário foi alterado para o dia seguinte ou para dois dias depois.

As queixas dos empresários fazem-se ouvir pelo menos desde maio, altura em que DI noticiou os atrasos dos navios e as suas consequências para a ilha Terceira. Também os exportadores se queixam da instabilidade dos horários e do facto de o navio não chegar sempre a Lisboa às segundas-feiras.

 

Levantamento das necessidades

Contactada por DI, fonte da secretaria regional do Turismo e Transportes disse que a reunião de segunda-feira foi solicitada por Vítor Fraga precisamente para fazer um levantamento das necessidades dos importadores e exportadores da ilha Terceira.

A tutela alega, no entanto, que só poderá falar com os armadores e tentar encontrar uma solução depois de auscultar os empresários das restantes ilhas.

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