Economia

Açores com maior subida no turismo a nível nacional

  • 15 de Agosto de 2015
  • 605 Visualizações, Última Leitura a 17 Setembro 2019 às 23:33
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Região cresceu mais de 20 por cento em junho em vários indicadores, mas ainda é a zona do país com menos turistas.Confirmando a tendência que já vinha desde abril, mês em que o novo modelo liberalizado de transporte aéreo entrou em vigor, os Açores voltaram a crescer em junho acima dos 20 por cento quer no número de dormidas (20,7%) de turistas, quer nos proveitos da hotelaria (20,9%) face ao mesmo mês do ano passado.Os dados do turismo em Portugal relativos ao mês de junho foram ontem relevados, quer pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), quer mais especificamente para os Açores pelo Serviço Regional de Estatística (SREA).  E os dados revelam que, apesar do grande crescimento que os Açores estão a ter este ano, impulsionado pela entrada em operação das companhias de aviação ‘low cost’, ainda há muito caminho a percorrer se os Açores querem ser um importante destino turístico a nível nacional. Isto porque, mesmo com o crescimento deste ano, os Açores ainda são a região do país com menos dormidas entre janeiro e junho e só é expectável que até ao fim do ano possam ultrapassar o Alentejo. De resto e já a dados de junho deste ano, os Açores precisavam ter 10 vezes mais dormidas para se poderem aproximar do Algarve, a região mais turística de Portugal e ainda assim precisavam ter quatro vezes mais dormidas para chegarem perto da Madeira, a região do país com quem mais se podem comparar. Quer isto dizer que, mesmo que os Açores percam um certo efeito de ‘moda’ de que estão a beneficiar este ano, há muito turista ainda de Portugal e do estrangeiro para trazer aos Açores pela primeira vez, no próximo ano e nos seguintes. Até porque é isto que as outras regiões do país estão a fazer: Lisboa, que é um destino consolidado, cresceu 7 por cento em junho e regiões emergentes como o norte e o centro do país cresceram também em junho  17 e 16 por cento em número de dormidas, respetivamente, o que quer dizer que Portugal está a ‘todo o vapor’ no turismo neste momento e os Açores só têm de tentar aguentar o ritmo e, se possível, tentar recuperar do tempo perdido entre 2008 e 2013.Em junho, os Açores registaram   um pouco mais de 148 mil dormidas, com os estrangeiros (mais de 90 mil) a dominarem face às dormidas dos turistas residentes em Portugal (perto de 58 mil).  Em todos estes indicadores, registaram-se aumentos na casa dos 20 por cento face a junho de 2014.Os proveitos totais foram de 6,3 milhões de euros e os proveitos por aposento de 4,7 milhões de euros, com subidas respetivamente de 20,9 e de 21,3 por cento face ao mês homólogo. O RevPAR (a receita por quarto disponível) na hotelaria açoriana em junho foi  de 36,9 euros, uma subida também de 20,2 por cento face a junho de 2014. Um indicador curioso é o da taxa de ocupação por cama da hotelaria açoriana, que foi em junho de 54,8%, com uma subida de 8,1 pontos percentuais face a junho do ano passado, o que coloca os Açores na média nacional, ainda que muito longe da ‘campeã’ das taxas de ocupação que é a Madeira, com uma taxa de 70,8 por cento no passado mês de junho.Analisando os mercados no acumulado de janeiro a junho deste ano, verifica-se que o mercado português reafirma-se como um grande mercado para os Açores, com 47,2% do total de dormidas, muito acima de qualquer país estrangeiro isoladamente. E o mercado português teve este ano uma subida homóloga entre janeiro e junho de 30 por cento, o que é assinalável e está muito ligado à liberalização do transporte aéreo a partir de abril. Entre os mercados estrangeiros, o mercado alemão continua a crescer (24,2% face a janeiro-junho de 2014) e a consolidar a sua liderança, mas para além do grande crescimento do mercado norte-americano (EUA e Canadá), é o mercado do Reino Unido, impulsionado por um voo direto por uma ‘low cost’, que registou o maior aumento homólogo em junho (45,1%). Por ilhas, verifica-se uma tendência geral para aumentos acima no número de dormidas, não só em São Miguel, mas também em ilhas como São Jorge e Pico, confirmando-se que a liberalização, mesmo centrada em  São Miguel e Terceira, pode beneficiar o turismos de todas as ilhas, embora este ano haja duas exceções a esta regra: Santa Maria e Graciosa, que estão a ter quebras nas dormidas no acumulado janeiro-junho face a 2014 e que já levaram mesmo a que o Governo apresentasse nesta semana uma estratégia específica para relançar o turismo nestas duas ilhas.

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