Economia

Restaurantes da Terceira perderam 40 a 60 por cento das receitas

  • 15 de Dezembro de 2009
  • 230 Visualizações, Última Leitura a 17 Novembro 2017 às 19:23
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As receitas dos restaurantes terceirenses baixaram entre 40 a 60 por cento este ano, comparativamente a 2008.

A crise deu origem a ameaças dos bancos de corte do crédito, havendo alguns estabelecimentos que incorrem em eventuais penhoras, caso os compromissos bancários não sejam satisfeitos a breve trecho.

As quebras no Turismo e a falta de dinheiro nas famílias açorianas são as razões apontadas para a descida considerável do número de clientes.

Contudo, para o economista Tomaz Dentinho, a crise na restauração terceirense deve ser aproveitada para reequilibrar o sector. E, por isso, defende que o Governo Regional deve evitar quaisquer vontades de intervir.

“O apoio a empresas orientadas para o mercado interno são, normalmente, perniciosos para a concorrência entre as empresas locais e não adiantam nada, porque o mercado é sempre o mesmo. E, no fundo, será usar o dinheiro dos contribuintes para fazer com que uns caiam e outros sobrevivam, sem nada mudar”, argumenta o especialista em Desenvolvimento Regional.

Tomaz Dentinho defende que o mercado deve, por si só, garantir a evolução dos mais fortes e fazer cair os mais fracos, concretizando o conceito de destruição criativa.

Alega ainda que os restaurantes que saibam inovar e qualificar consideravelmente o seu serviço poderão sobreviver.

Recentemente, um estudo do Observatório Regional do Turismo concluiu que sete em cada dez clientes consideram o serviço prestado nos restaurantes insatisfatório.

No trabalho que envolveu 800 inquéritos realizados em S. Miguel, Terceira e Faial, os resultados apontam, em algumas áreas específicas, para uma degradação na apreciação do desempenho na restauração açoriana entre 2008 e 2009.

As quebras registaram-se em áreas como a qualidade dos alimentos servidos, limpeza e na eficiência do serviço.

As melhorias registadas no último ano prendem-se com os melhoramentos nos horários de funcionamento, na dosagem dos alimentos e na relação qualidade/preço.

Em apreciação aos resultados deste inquérito, o Observatório Regional do Turismo sublinhou que subsiste nos Açores uma oferta de restauração indiferenciada que não contribui para a afirmação turística do destino regional e que investe pouco na gastronomia típica.

Defendeu ainda uma maior cooperação entre restaurantes e outros operadores do sector do Turismo, e a importância de um maior investimento na formação de recursos humanos.

Sublinhou ainda que é importante combater a oferta de espaços indiferenciados e desconfortáveis no sector.

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