Economia

Como as empresas se preparam para baixar o IVA

  • 2 de Julho de 2015
  • 649 Visualizações, Última Leitura a 24 Maio 2019 às 16:56
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A descida do IVA na taxa reduzida e intermédia nos Açores vai obrigar as empresas a um enorme trabalho de logística para refletir a mudança nos preços até 7 de julho.

A aprovação da lei que permitiu aplicar a redução fiscal apenas foi publicada às 17h30, no dia 30 de junho, no Diário da República Eletrónico, tendo sido concedida uma tolerância de sete dias pela Secretaria de Estado dos Assuntos Fiscais para as empresas se conseguirem alterarem os preços dos seus produtos.

Carlos Filipe Medeiros,  administrador executivo da Insco, empresa responsável pela gestão das lojas Modelo/Continente, conta que será necessário proceder a uma atualização de preços em  “cerca de 30 por cento dos produtos”.

A descida do IVA vai implicar uma redução de bens de primeira necessidade, como o pão, água, produtos frescos, leite, manteiga, iogurtes, vinhos e sumos.

Também os livros vão registar uma descida no preço. No caso da Insco vai ser necessário alterar o preço em 3.500 livros.

A Insco revela que apenas consegue efetuar a descida do preço durante a noite e realiza uma atualização de 1.500 preços por dia. “Queremos concluir todo este processo, no máximo, em seis dias.

Nós fazemos alterações de preços em campanhas, mas geralmente apenas abrangemos 300 artigos. Vamos ter de reforçar as equipas para proceder a esta atualização de preços”, conta o administrador da Insco.

Pedro Marques, administrador do SolMar, revela que “dentro de dois a três dias vai conseguir atualizar todos os preços”.

“Vai ter de ser efetuado um trabalho extraordinário da equipa que altera o valor dos preços”, explica o administrador do SolMar.

Pedro Marques acrescenta que existe “um plano de contingência”,  que já tinha estudado os novos preços a aplicar com a descida do IVA.

O empresário acredita que esta diminuição da carga fiscal, apesar de simbólica poderá representar uma “poupança de vários euros”. “Estamos a falar de uma redução em bens fundamentais.

Esses são os produtos que as pessoas mais compram. Se as pessoas fizerem contas ao dia a dia apenas podemos falar de cêntimos, mas ao longo do ano estamos a falar de euros”, salienta. P

ara Carlos Filipe Medeiros, administrador da Insco,  o consumidor vai sentir o reflexo desta diminuição da carga fiscal “sobretudo nos artigos com custo superior a um euro. Será uma redução de alguns cêntimos, que pode representar uma poupança ao longo do ano”.

Pedro Marques, representante do SolMar, acredita que esta diminuição da carga fiscal vai contribuir para as famílias disporem de mais rendimento, que pode ser utilizado para aumentar o consumo ou a poupança.

Fonte: Açoriano Oriental

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