Economia

Não deve haver frangos mais iguais do que outros

  • 26 de Junho de 2015
  • 379 Visualizações, Última Leitura a 18 Dezembro 2017 às 05:03
    • *
    • *
    • *
    • *
    • *

A Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo aconselha a empresa Açoraves a queixar-se à Inspeção Regional das Atividades Económicas (IRAC) e às autoridades da concorrência no caso de suspeita de dumping no abate de aves no Matadouro de São Miguel.

"É nosso entendimento, da Câmara do Comércio, que os empresários devem queixar-se aos dois organismos", disse Sandro Paim, líder da organização de empresários, em declarações aos jornalistas.

A Açoraves é uma empresa privada e dedica-se ao abate de aves, sobretudo frangos, na ilha Terceira e ameaça fechar, mandando cerca de 30 trabalhadores para o desemprego, por não conseguir concorrer com os preços praticados no matadouro público de São Miguel.

Com base nesses preços, os empresários de Ponta Delgada conseguem inundar o mercado açoriano de frangos e a preços que os empresários da Terceira consideram "sem concorrência possível".

CASO ANTIGO

Segundo Sandro Paim, a Câmara do Comércio vem pedindo explicações ao Governo Regional desde 2010, mas sem sucesso. Em 2012, adiantou, o Governo prometeu fazer um estudo sobre o custo do abate de aves nos Açores, mas nunca deu conhecimento desse estudo aos empresários.

"Esta concorrência entre público e privados é inadmissível", vincou Sandro Paim, antes de admitir que, no limite, os matadouros públicos deveriam abater aves em igualdade de circunstâncias em toda a Região.

"Se acham que o emprego deve ser criado no setor público, é esse o caminho", disse Sandro Paim nas declarações que prestou aos jornalistas.

Fonte: Diário Insular

Comentários

Deixar Comentário

Quantos são Dois mais Três? O que é isto?

Pesquisar

Conhecer Todos
Conhecer Todos