Economia

68 trabalhadores de 17 empresas em “lay-off” nos Açores

  • 15 de Junho de 2015
  • 640 Visualizações, Última Leitura a 16 Junho 2019 às 03:52
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Durante o ano passado, 17 empresas recorreram ao “lay-off” abrangendo um total de 68 trabalhadores.

O setor da indústria transformadora das ilhas de São Miguel, Terceira e São Jorge,  é o mais afetado, com 23 trabalhadores de quatro empresas que recorreram à possibilidade de reduzir o horário ou suspender temporariamente o contrato de trabalho.

As atividades imobiliárias surgem como a segunda área económica com mais funcionários em “lay-off”, num total 12 pessoas, distribuídas por duas empresas imobiliárias, sediadas em São Miguel. Uma realidade  que se vem acentuado desde 2013.

Nos últimos dois anos, esta área de negócio é a que tem recorrido mais à redução de horário de trabalho e/ou suspensão temporária dos trabalhadores.

Entre 2013 e 2014 foram 21 os trabalhadores de três empresas de São Miguel que recorreram ao “lay-off”.

Se em 2012, a  construção civil era o setor mais afetado pelo ‘lay-off’, desde 2013 que a realidade tem vindo a mudar afetando outros setores da economia açoriana.

Nos últimos dois anos, esta medida foi aplicada por 23 empresas, de diferentes ramos, envolvendo 115 trabalhadores das ilhas Terceira e São Miguel.

É o caso do Alojamento e restauração e do Comércio por grosso e a retalho; Reparação de veículos, automóveis, e motociclos e Bens de uso pessoal e doméstico.

Nesta última  área, entre 2013 e 2014, a crise afetou  43 trabalhadores de 11 empresas instaladas, na sua maioria, em São Miguel.

O Alojamento e restauração tem sido outro setor da atividade económica onde se registou mais situações de “lay-off”. Desde 2013, seis empresas de São Miguel e Terceira recorreram à medida,  abrangendo 19 trabalhadores.

Têm sido estas duas ilhas, que no panorama regional açoriano, apresentam uma maior  perda de dinâmica empresarial. Entre 2004 e 2013, registou-se a perda de 198 empresas em São Miguel e 182 na  Terceira.

Neste período, os Açores perderam, 484 empresas, de acordo com dados do Observatório do Emprego e Formação Profissional no boletim anual.

Recurso ao “lay-off”

O espírito do ‘lay-off’ é o de permitir, por um lado, a recuperação das empresas numa altura de redução da atividade e, por outro lado, assegurar a manutenção dos empregos através da redução temporária dos custos do trabalho.

Em situações de ‘lay-off’, os trabalhadores têm direito a uma compensação salarial mensal de dois terços do seu salário bruto, com garantia de receber pelo menos o salário mínimo.

Os trabalhadores a tempo parcial que ganham menos do que o salário mínimo mantêm mesmo o seu salário nos casos de ‘lay-off’.

Fonte: Açoriano Oriental

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