Economia

Vinhos dos Açores podem chegar longe

  • 27 de Fevereiro de 2015
  • 522 Visualizações, Última Leitura a 16 Dezembro 2018 às 22:41
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Os vinhos produzidos nos Açores têm um grande potencial nos mercados internacionais. Se bem explorada, a indústria vinícola na Região pode traduzir-se, também, em turismo, defende António Maçanita.

O enólogo, responsável pela empresa AzoresWineCompany, referia-se não só aos vinhos da ilha do Pico, onde trabalha, mas também aos vinhos dos Biscoitos.

Em declarações aos jornalistas no final de uma prova comentada na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), António Maçanita referiu que há vinhos com grande procura nos mercados mais conhecedores da Europa e da América do Norte.

Por outro lado, afirmou, algumas dessas garrafas de branco - produzidas, nomeadamente, pela empresa que representa - chegam aos 40 euros na prateleira, o que significa que os vinhos do Pico estão entre os mais caros de Portugal.

"As 10 mil garrafas que produzimos estão esgotadas e ainda nem sequer lançámos. Para darmos uma ideia, os varietais estão a 20 euros na prateleira, o terrantês a 40. Por isso, são brancos que se podem conotar no mais caro que se faz em Portugal.

Há uma parte que fica nos Açores este ano, porque queremos estar presentes nos Açores, mas segue sobretudo para a alta restauração europeia, para a alta restauração americana, Canadá e continente", sublinhou.

De acordo com o enólogo, essa cada vez maior visibilidade dos produtos vinícolas do arquipélago pode e deve traduzir-se num melhoramento da indústria turística em torno do vinho. É que o vinho vende as regiões.Trata-se de uma vertente que, considera, começa agora a dar ténues passos nos Açores.

"Este é um trabalho em construção. Quanto melhores os vinhos forem mais as pessoas querem vir visitar-nos. Há muito por se fazer no turismo ligado ao vinho. Tudo o que existe é muito fraquinho ainda.

Mesmo ao nível nacional - não estou a comparar com grandes regiões. Está tudo por fazer, mas acho que há muita gente com vontade", referiu.

O responsável defendeu ainda que o trabalho que está a ser feito deve-se sobretudo aos produtores e isso, considera, também tem inibido a exportação, uma vez que os viticultores encontram mercado nas ilhas - o que não permite, ao mesmo tempo, o encarecimento do produto.

Sobre o vinho dos Biscoitos, em específico, António Maçanita defendeu que há potencial, mas que é preciso prová-lo e trabalhá-lo, nomeadamente com especialistas e conhecedores do tipo de vinho em causa.

"Eu sou enólogo, tenho uma ideia sobre vinhos licorosos, mas vou trazer alguém para trabalhar nessa área. Não é vergonha não saber, não é vergonha perguntar. Este potencial está todo por fazer, mas não há que ter medo de convidar quem quer que seja e que nos ensine. Depois passamos para outra fase: não é preciso ter medo de fazer parcerias. A nossa empresa, por exemplo, é resultado de três especialidades diferentes. Para potenciarmos isto precisamos de know-how, de vontade e de atrair investidores", adiantou.

Pelo Lajido

Na prova comentada de vinhos do Pico, António Maçanita defendeu que Lajido seco pode ser consumido como um digestivo e não apenas como um aperitivo.

O vinho em causa, defendeu, pode muito bem concorrer com o whisky ou o conhaque, apresentando, ainda, uma vantagem.

"Quando se faz a analogia com uma coisa que as pessoas bebem muito, que são os destilados, o Lajido é fácil. Comparado com o whisky ou com o conhaque, tem uma coisa muito mais importante: é português.

Poder desfrutar, no final do dia, de uma coisa que tem este tipo de frescura e que não tem 40% de álcool, mas 19%, é bom para a saúde e é bom para a economia.

Do ponto de vista gastronómico, o Lajido seco é um vinho excelente para acompanhar com queijos secos, presuntos", disse.

Fonte: DI

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