Economia

Câmara do Comércio de Angra promove estudo no próximo ano

  • 25 de Novembro de 2009
  • 237 Visualizações, Última Leitura a 19 Outubro 2017 às 17:15
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A Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH) vai iniciar no próximo ano um ciclo de consultorias junto das empresas associadas para detecção de acções de desperdício e formulação de soluções de eficiência.

O presidente da entidade, que falava aos jornalistas à margem do primeiro Negócios ao Pequeno-Almoço (encontros informais de empresários para discussão de temas ligados ao sector), considera que existem muitos desperdícios nas empresas locais e que essas situações agravam os seus recursos financeiros.

“Queremos identificar, nos produtos e nos serviços, quais são as metodologias de tarefas que são excedentárias, com custos desnecessários, e encontrar soluções que melhorem a eficiência e eficácia”, afirmou Sandro Paim.

“É um desafio para uma adaptação cultural a realizar ao longo do tempo que interessa não só aos empresários mas aos colaboradores das empresas”, frisou.

O assunto marcou o arranque do Negócios ao Pequeno-Almoço (que vão ocorrer de dois em dois meses, podendo, mais tarde, passar a encontros mensais) e foi, depois, debatido na tarde de ontem nas instalações da CCAH, tendo sido analisado por Carlos Rodrigues, da comunidade Lean Thinking (Pensamento Magro).

De acordo com este especialista, as empresas apenas possuem cinco por cento de valor criado, apontando que o desperdício necessário pode ser minimizado e o desperdício puro necessita de ser eliminado.

Carlos Rodrigues indica que, actualmente, 40 por cento dos custos dos negócios são desperdícios e que, através de várias medidas, é possível melhorar até dez por cento a eficiência.

“Dois dos maiores desperdícios são a espera por algo ou alguém ou o tempo gasto a andar, sem que daí advenham resultados”, exemplificou.
Nesta sessão, alertou os empresários que “estas medidas não significam despedimentos, mas acções de mobilização dos colaboradores para os valores da eficiência”.

A regra passa pela qualidade, velocidade, baixo custo, mas, sobretudo, pela oferta do que o cliente quer numa abordagem centrada na sua satisfação.

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